
Em 1986 os headbangers de Brasília não paravam de escutar Master of Puppets. Nesta época havia uma brincadeira em saber quem tocava mais rápido: Metallica ou Dead Kennedys. Não que eu não respeitasse o Metallica, mas minhas urgências naquela época eram outras.
Fui prestar mais atenção à banda quando cheguei em SP, aí passei a escutar, principalmente, ‘Ride the Lighting’ e ‘Master of Puppets’. Na MTV cheguei a fazer um programa especial do Metallica, de uma série que chamava Arquivo MTV e o Jornal da Tarde deu 4 estrelas para ele. Terminei o programa com um maravilhoso solo ao vivo de Cliff Burton, como homenagem.

Para a surpresa de todos foi anunciado o show do Metallica no ginásio do Ibirapuera – outro show até então impensável de assistir. Logo que iniciou a venda de ingressos, compramos o nosso. Nessa balada fui com mais dois amigos. Um deles encheu a cara e passou mal durante o show inteiro. Até hoje se arrepende rsrs. Estava lá e não assistiu. Álcool é uma bosta.
A banda já tinha feito sua turnê mundial e não tocaria mais. Era praticamente o

Metallica veio com estrutura mínima. Mínima mesmo! Só trouxeram, os instrumentos de corda e alguma coisa de cenário. Nessa época a guitarra de Hetfield ainda tinha o adesivo ‘Kill Bon Jovi’.
O show foi pra poucos. Não houve qualquer tipo de incidente digno de anotações. Havia, claro, a preocupação de punks e skinheads estragarem a festa, mas não rolou nada disso e os bangers que lá estavam não queriam saber de qualquer tipo de confusão, afinal, era o Metallica, ainda num ótimo momento da carreira. Ninguém ali imaginava que a banda voltaria um dia ao país, então todos assistiram ao show como se fosse a primeira e última oportunidade de ver o Metallica ao vivo.
O show foi

Por estarem em clima de férias, o clima no palco também era totalmente descontraído, certamente foi um dos melhores shows daquela turnê. Tanto é que no bis – tiveram varias entradas – a última delas, o Metallica tocou alguns covers, mas o mais legal é que eles trocaram de posições: Hetfield foi para bateria, Lars ficou no vocal (imitando Bruce Dickinson) e Kirk chegou a tocar baixo. Não lembro dos covers, mas entre eles tinha Iron Maiden e Misfits. Nesse momento fiquei torcendo para a banda tocar “The Wait” do Killing Joke, mas não rolou.
Essa impressão de que o show foi maravilhoso não foi só do público, pois depois de t

Depois, pra mim, a banda desandou. Ficou ruim. O ‘Black Album’ foi uma decepção. Com o St. Anger, a banda voltou a fazer algo bom e neste exato momento que reescrevo este

As outras passagens do Metallica por aqui não foram tão boas. Não fui a nenhuma delas, mas amigos que foram ao Ibirapuera e nas outras apresentações me disseram que não perdi absolutamente nada. Nessa passagem de agora tenho a sensação de que será a melhor depois do Ibirapuera/89. Mas mesmo assim continuo não querendo ter outra imagem daquela que tenho do show no ginásio. Aquele sim fez história.
4 comentários:
e eu ainda sou mais o GUNS, mesmo sem o mito Slash... saudações musicais!
APS
eu tbm estava lá com apenas 14 anos de idade e uma banda predileta pra chamar de minha. incrível que eu li um comentário de um cara dizendo, 10 minutos antes do show começar ninguém ainda acreditava que o Metallica estaria no palco em minutos.. parecia realmente impossível que aquilo estivesse acontecendo. o eco que fazia dentro do ginásio com a galera cantando Blackned em uníssimo nunca sairá da minha cabeça. melhor dia da minha vida até hj.. rss .. pena que passei os anos 90 inteiro tendo vergonha de dizer que curtia essa banda ... :(
Bom dia, esse show foi o do Faça São Paulo melhor 1989 no Iberapuera?
Eu estava lá nas duas noites . Quase enfartei!!!!!!!
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