24 de outubro de 2012

Série O Resgate da Memória: 30 - Casa das Máquinas e a Morte do Cameraman

Em setembro de 1977 integrantes da banda Casa das Máquinas se envolveram em um episódio lamentável. Mas o pior é que ninguém pagou por isso. Na época esse foi o julgamento mais longo até então realizado em São Paulo.
Foram muitas reviravoltas e diversas reportagens em jornais e revistas publicadas entre 1977 e 1988. Depois de tudo isso passar, o vocalista Simbas ainda foi pego em flagrante com cocaína.
Aqui reproduzo 3 matérias que pontuam bem esse ocorrido.
PS: Adoro Casa das Máquinas, sem dúvida uma das melhores bandas da geração 1970, porém a vida de um trabalhador pai de família se foi de uma forma estúpida...

ATENÇÃO: Ao final do texto não deixe de ler os comentários!




Briga na Record mata o câmera Lucínio de Faria
Folha de SP – 20-set-1977 – Primeiro Caderno

A briga entre dois músicos do conjunto “Casa das Máquinas” e dois funcionários do Canal 7 (TV Record) em São Paulo – que provocou a morte do câmera-man Lucínio de Faria e ferimentos graves no motorista João Luiz da Silva Filho, aconteceu no sábado, mas só foi registrada na Polícia no domingo à noite. E só ontem a tarde o delegado Manoel Levino, da 15ª DP (Itaim Bibi), começou a intimar os envolvidos. Entre eles o Cantor Nivaldo Alves Horas, conhecido como Simba, de 25 anos, seu irmão menor Nelson, de 17 (os outros membros do conjunto souberam do caso mais tarde), o motorista João Ruiz e o funcionário da Record Vady Gragnandini, acusado de ocultar a briga por temer que os envolvidos perdessem o emprego.

Segundo a versão de Simba, ele e seu irmão chegaram cedo na televisão porque costumam se atrasar para os shows do conjunto, devido ao grande volume de instrumentos e roupas especiais. No sábado estava prevista uma apresentação do conjunto no programa Raul Gil, às 15h30min. Por isso, estacionaram um Opala vermelho atrás do canal 7, na Avenida Rubem Berta. Mas logo foram avisados pelo motorista João Luiz que ali não podiam estacionar. Simba avisou que só ia guardar uma sacola no saguão da emissora mas foi tratado “com palavras de baixo calão”. Quando entrou no prédio ouviu um barulho de acidente. Ao voltar, viu que um ônibus da Record dirigido por João Luiz (o câmera-man Lucinio de Faria estava na cabine) tinha batido no Opala. A briga começou às 16 horas, entre os quatro, mas ampliou-se quando envolveram-se outros funcionários da emissora. João Luiz e Lucinio foram para casa, aconselhados por Vady Gragnandini, mas a família de Lucinio assustou-se com o seu estado e o internou num hospital de Santo André, onde faleceu.

Os músicos da “Casa das Máquinas” se apresentaram no programa, apesar da briga. E só depois que o caso foi comunicado à polícia, deram uma entrevista coletiva em seu apartamento na Avenida Diógenes Ribeiro de Lima. O baterista do conjunto, Luis Franco Thomaz, o “Netinho”, que trabalhou com        “Os Incríveis”, explicou que só souberam da morte de Lucinio no domingo por isso cumpriram integralmente o programa no fim de semana, que incluiu ainda apresentação em Santa Bárbara Do Oeste, em Santa Izabel e no Rio de Janeiro.

Formado a quase três anos, o conjunto “Casa das Máquinas” já gravou alguns LPs e vêm participando de shows em todo o Brasil. Dele participam também Mário Franco Thomaz, irmão de Netinho, Carlos Roberto Piazolli e João Alberto Martinez. Nenhum deles, por enquanto, foi chamado a depor, mas já estão consultando seu advogado, Ivan Francês. AF.



Falta de prova
Veja 09-03-1983 (edição 757)

Em liberdade músicos que mataram cinegrafistas

Com uma salva de palmas, as 350 pessoas que lotaram a sala do 1º Tribunla do Júri, em São Paulo, saudaram a sentença que livrou da prisão os três músicos do conjunto Casa das Máquinas que assassinaram a socos e pontapés, em setembro de 1977, um cinegrafista da TV Record, Lucínio Faria, 35 anos, pai de cinco filhos. No embalo da festa no tribunal, um grupo de moças invadiu o palco do julgamento para abraçar e beijar os três acusados: Nivaldo Alves Horas, o “Simbas”, Carlos Roberto Piazzoli, o “Pisca”, e Sidney Giraldi. “Em todo julgamento existem torcidas contra e a favor dos réus”, resignou-se  o promotor Paulo Édson Marques, 33 anos. “Neste, como os acusados são músicos conhecidos e jovens, conseguiram lotar o tribunal com a torcida a favor deles.”

A defesa dos réus contava, além da torcida, com três experientes advogados. Comandados por Antônio Carlos de Carvalho Pinto, eles rechaçaram os ataques do jovem promotor Marques, durante a maratona do julgamento, que começou na segunda-feira passada e estendeu-se por precisamente 84 horas e meia, até a madrugada de sexta. Nesse embate, a defesa explorou uma fraqueza decisiva da acusação: a falta de provas. Graças a essa lacuna, ninguém pagará pelo crime ocorrido no final da tarde de 18 de setembro de 1977, um sábado, e presenciado por numerosas testemunhas.

AMEAÇA DE DEMISSÃO – Naquela tarde, defronte ao prédio da TV Record, o motorista João Luís da Silva Filho retirava da garagem um ônibus para gravações externas, auxiliado pelo câmera Lucínio, que fazia sinais para orientar a movimentação do veículo. Na manobra, o ônibus esbarrou levemente num Opala, de onde saltaram os três músicos, reforçados por um irmão de Simbas, Nelson Leandro Horas, então com 17 anos. O grupo começou a agredir João Luís e Lucínio, e o câmera foi o que mais sofreu. Depois de ser espancado no pátio, o franzino Lucínio foi arrastado para um banheiro da emissora, onde continuou o massacre. Ao encerrar-se a surra, ainda recebeu a última ameaça do chefe da segurança da Record, Wadi Gragnani Dini: seria demitido se contasse à polícia sobre a briga na emissora.

Em casa, à noite, Lucínio exibiu os ferimentos ao filho Wilson, então com 12 anos, revelou o que ocorrera e explicou que não podia procurar nem a polícia e nem hospital. Mas no dia seguinte a saúde piorou e ele precisou procurar o hospital Bartira, em Santo André, onde morreu logo depois, com rompimento do fígado e duas costelas fraturadas. As testemunhas de seu martírio, porém, não se apresentaram ao julgamento da semana passada para relatar o que sabiam. O próprio Wilson negou que o pai tivesse contado que a agressão fora praticada pelos músicos. Além de explorar essa falha, a defesa dos réus jogou toda a responsabilidade pelos golpes mortais no irmão de Simbas, Nélson, que era menor na época. Graças a isso, a defesa conseguiu absolver Pisca e Sidney. Simbas, por homicídio culposo, foi condenado a um ano de prisão, mas beneficiado com sursis por ser primário. Os três continuaram em liberdade.



Adiado de novo julgamento do grupo Casa das Máquinas
Folha de SP 25-abr-1985, Primeiro Caderno

O juiz José Roberto Barbosa de Almeida, 45, presidente do 1º Tribunal do júri de São Paulo, adiou para o dia 18 de junho o julgamento dos integrantes do conjunto musical Casa das Máquinas. Os três – Nivaldo Alves Horas, Carlos Alberto Piazzoli e Sidnei Giraldi – são acusados de matar, a socos e pontapés, o cinegrafista Lucínio de Faria, da TV Record, no dia 18 de setembro de 1977, em frente aos estúdios da emissora, na avenida Rubem Berta.

Esse julgamento já foi transferido 42 vezes em sua segunda versão, depois que a primeira – realizada entre 28 de fevereiro e 4 de março de 1983 – absolveu dois dos acusados (só Nivaldo recebeu pena de um ano de prisão, com direito ao sursis) e acabou sendo anulado pelo Tribunal de Justiça por sua sentença “contrariar as provas constantes nos autos”. Já os motivos que geraram esse 43ª mudança na data são controvertidos. Embora o juiz argumentasse inicialmente ter suspendido a sessão por falta de infra-estrutura para o julgamento, é certo que o pedido de adiamento partiu do promotor do 1º Tribunal, doutor Paulo Edson Marques. Ele teria se recusado a participar do julgamento, por causa das denúncias de irregularidades na composição dos Conselhos de Sentença, os jurados que dão veredito nos júris.

Depois de apresentar sua versão oficial – “Não foi providenciada alimentação para os jurados – Almeida acabou admitindo as denúncias, garantindo “que elas serão apuradas”. O defensor dos réus – criminalista Antônio Carlos Carvalho Pinto – no entanto, se enfureceu com  a mudança da data e o tom das denúncias. “O adiamento é uma medida de cautela. Não vou comandar um julgamento de dias para depois o Tribunal dizer que houve irregularidades.”

Irregularidades que nem chegam a ser precisadas. O procedimento para a escolha dos jurados é o mesmo há décadas. Primeiramente, são indicados 2.500 nomes de cidadãos que, segundo o juiz, têm seus antecedentes checados por oficiais de justiça. Desses, 21 são sorteados para serem jurados do Tribunal por certo tempo. Na abertura do julgamento, o próprio magistrado retira sete nomes de uma urna de madeira. “Não acredito que nesse sistema possa atuar uma máfia que favoreça determinados resultados”, afirma Almeida. Mesmo assim, admite, cauteloso: “A corrupção pode existir na escolha dos nomes, como em qualquer outra atividade humana”. Abandonando rapidamente o Tribunal, o promotor Marques não confirmou nem desmentiu ter solicitado a suspensão do julgamento por causa dessas denúncias.

Indiretamente, no entanto, o juiz presidente confirma que os pedidos de adiamento e de investigação das denúncias partiram mesmo do promotor: “Toda vez que a acusação ou a defesa acenarem com irregularidades, eu suspenderei o Júri para apurá-las, pois é esse meu dever.” Como a segunda criticou o adiamento, apenas Marques pode tê-lo solicitado. O juiz evita comentar essa hipótese, numa aceitação tácita de sua veracidade. E, logo a seguir, deixa escapar: “Vou pedir ainda hojre ao promotor que me ofereça novos dados sobre as denúncias”. Depois, garante que instaurará um inquérito administrativo no 1º Tribunal do Júri e que suas “conclusões serão levadas ao conhecimento da Corregedoria Geral da Justiça”.

Colisão foi a causa - Na tarde de 17 de setembro de 1977, um sábado, um ônibus de tomada de externas da TV Record se chocava, diante do portão da emissora na avenida Moreira Guimarães, com um Opala dirigido por Nivaldo Alves Horas, o “Simba”, 25 anos na época, membro do conjunto “Casa das Máquinas”. Da troca de insultos, os protagonistas do episódio passaram aos socos e pontapés. De um lado, o motorista do ônibus, João Luís da Silva Filho, e o cinegrafista Lucínio de Faria, 32, cinco filhos; do outro Nivaldo, seu irmão Nélson Leandro Horas (17), Carlos Roberto Piazzoli, o “Pisca”, e Sidnei Giraldi.

Em desvantagem, João Luís e Lucínio foram surrados e pisoteados. O motorista apresentava hematomas no ventre e na perna; Lucínio, que já tivera problemas hepáticos, morreria cerca de 22 horas depois, no Hospital Bartira (Santo André), vítima de ruptura do fígado e lesões pulmonares, devido a costelas quebradas. A ocorrência foi registrada no 15º DP em Indianópolis


31 comentários:

Victor B. Sabbagh disse...

Não que um erro justifique o outro, e a ação foi exagerada por parte dos músicos com certeza, mas se um cara pega um ônibus e bate no meu carro por querer.... ahhhhh mas eu perco a cabeça também... aliás cá pra nós... quem não perderia a cabeça... o cara quando resolve pegar um ônibus e jogar contra o carro de outra pessoa, ele assume o risco de ser agredido pelo dono do carro... Deveriam ter sido punidos sim, mas hoje em dia tem tanto traficante que matou mais de 10 pais de família e o advogado consegue soltar o cara ainda... coitado do Simbas... vira até piada perto de um marginal de verdade.

Antônio Felipino disse...

Eu já perdi a cabeça, Victor.
Mas bater é coisa de gente ignorante.

Espancar e levar pra um banheiro pra continuar batendo? Romper um fígado?

Nem animal faz isso. Simbas e o restante tiveram sorte, pois outro era um pobre coitado.

Assumir o risco de brigar?
Onde você mora, amigo, no Afeganistão? Seu argumento não tem o menor respaldo judicial nem de bom senso.

E leia de novo, ninguém jogou o ônibus no carro de ninguém. Você deve ser conhecido de alguém da banda ou um fãmaníaco infantil.

E daí que existem traficantes? Agora por que existem criminosos piores, os menores não devem ser punidos?

Simbas é um marginal sim, um criminoso que teve a sorte de ser famoso [na época, hoje está praticamente mendigando em bares e minúsculas boates] e o outro, um zé ninguém que deixou 5 filhos passando fome.

Não querendo ofender ninguém, mas o comentário cima foi o mais idiota, ignorante e inescrupuloso que já vi em toda minha vida, tanto pessoal como profissional.

Anônimo disse...

Vc vai matar um pai de família por causa de um carro? Que faça um boletim de ocorrência, cobre na Justiça o coserto, ou sei lá o quê. Que tristeza tirar a vida de alguém.

Anônimo disse...

Lamentável, mas continuo gostando dos discos, principalmente o Lar de Maravilhas, de 74.

Anônimo disse...

queria ver o focinho deles me dizendo que foi so menor que bateu os outros ficaram olhando quebrou costelas furou pulmão ele é muito forte né.E a record que tanto prega justiça...é pura hipcrisia.os filhos do lucinio na época até fome passaram nunca mais se falou nisso mas o fogo do inferno ta bem perto deles esse pastor demagogo vai ter que orar muito.porque o dinheiro deles comprou juizes advogados todos que na época mataram a familia desse homem que nunca tiveram chances. mas a profecia esta se cumprindo aos poucos estes mentirosos,hipócritas,assassinos estão sentindo um pouco de dor sofrimento porque o inferno ta perto,um cancer ja pegou netinho e tem muito mais pra eles eu profetizo em nome de JESUS,eu queria saber dos outros como estão morrendo,sera de desgosto com alguem, vou ficar vivo e e ver a promessa se cumprir.simba a lingua é o chicote do corpo o que vc falou na época esta escrito,não tem como sair da direçao de DEUS...isso é realidade.

marcelo disse...

não sei porque coloquei como anonimo quem deveria ter medo são eles,sou um dos filhos do lucinio,um deles que não não morreu com aids,drogado por falta de um pai.eu ainda vou ver o focinho desses animais...se o que me foi revelado o sofrimento aqui pra eles vai ser brando,o fogo do inferno espera por eles lá vai ser eterno e eu creio no meu DEUS.

Anônimo disse...

Marcelo, Não fale besteiras. Ninguém sabe a verdade neste caso. Houve uma briga e e alguém acabou morrendo dias após. Existe muito disse e não disse. Fico imaginando se algum colega de trabalho do câmera man deixaria que o levassem para outro local para ser espancado, além de não ter sido ele responsável por iniciar a confusão. No mínimo estranho. Só para recordá-lo, a briga foi com o Simbas e seu irmão. Não envolva os outros músicos que nem haviam chegado aos estúdios da Record, que aliás naquela época não era a Record atual, Ok. Então, por favor, não seja tão medíocre!!

Eddye A. de Souza disse...

Será que se fosse o Simbas que tivesse apanhado dos dois funcionários da Record, o resultado seria diferente, no que diz respeito a costelas quebradas ou espancamento? Sei não! O fato é que só quem viveu o momento é q pode dizer. Quem somos nós para dizermos isto ou aquilo?
Sou fã do 'Casa das Máquinas', principalmente na época do Simbas, mas se um cara esbarra no meu carro de propósito, Não vá me dizer que o cara faz uma manobra com um ônibus e não vê o que está atrás antes. Pera aí né.

Decepcionado disse...

Acho que a justiça não só no Brasil, mas é que aqui vemos isso bastante, tem dois pesos e duas medidas.
Se você tem condições de pagar um corpo de advogados bons e com influências, você consegue sair com penas mínimas, porque a promotoria é pública e nunca investirá somas significativas para condenar réus em um caso, já que tem "n" casos para fazer.
O que vemos é uma pessoa que rouba um pote de margarina num mercado ficar 6 meses presa e um cara que rouba milhões do dinheiro público, que indiretamente mata milhares de pessoas que não receberam um hospital decente, sair ileso.
Esses aí do Casa das Máquinas se utilizaram de recursos assim, e também se aproveitaram da morosidade da justiça brasileira.
A família do homem morto, ahh, eles se viram... E assim caminha a humanidade.

Anônimo disse...

Anônimo sei lá das quantas, você acabou de chamar o filho da vítima morta de medíocre. Tenha sensibilidade, rapaz. Mesmo que os seus argumentos estivessem corretos, em defesa dos integrantes da banda envolvidos na briga (e não estou dizendo que esses argumentos são corretos), compreenda que se trata do filho da vítima. A mediocridade aí foi sua.

Anônimo disse...

Existe um ditado antigo que diz:"Onde um não quer dois não brigam." Tanto no caso da briga na Record como no caso desta discussão.
O Camera, no mínimo cometeu o erro de defender o colega, que se os fatos estão corretamente descritos foi o causador da confusão.
Um erro não justifica o outro, mas eu acho que o principal fato é que os ACUSADOS foram julgados e absolvidos então chamá-los de assassinos também é um erro.

Anônimo disse...

Lembro deste episodio, e acompanhei tudo. Eu tinha 14 anos na época. A verdade é uma só !! Eles realmente espancaram o rapaz até se satisfazerem. Como estava muito machucado, disse que ia até o hospital e depois na policia, mas foi adivertido pelo seu superior, afinal, era uma banda de nome na época. Tudo leva a crer que no julgamento em 1983 o filho negou por que recebeu algumas cifras da TV. O que me deixa indignado, é que naquela época, viviamos na gestão dos Militares. Matou morreu ! E eles nem foram presos. Meu pai sempre comentava o assunto. O opala estava parado, e atrapalhando a saída do onibus. E SEM QUERER esbarrou no automovel !!! Afinal, existe aquele ditado,,,,VOCE SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO ??????? Deu no que deu,,,,,,,!!!!!!!

Anônimo disse...

Muito triste. Não sabia desta história. Gosto das músicas mas depois desta meus ouvidos nunca mais serão os mesmos, ou talvez nunca mais serão. Acidentes acontecem e mesmo que a batida não tiver sido acidente nada mesmo justifica tamanha atrocidade, defender a razão de alguém que mata outro desta forma é o mesmo que dizer que o melhor é voltarmos para a idade média. As coisas são muito claras: 1-Houve o acidente entre o ônibus e o carro. 2-Houve desentendimento entre a banda e os funcionários. 3-Um funcionário acaba com costelas quebradas e um fígado rompido. Conclusão: Obviamente não foram os funcionários que agrediram seu colega. Mais óbvio que a luz do sol quais pessoas estão de fato envolvidas na morte daquela pessoa. Uma sugestão aos familiares: Se são cristãos, não alimentem sentimentos de vingança ou profetizem o inferno pois isto é trabalho apenas de Deus. Nossas almas pecadoras pertecem aos mistérios de Deus. Por isto mesmo concentrem-se nas palavaras de Jesus, alimentem apenas a bondade em seus corações, misericórdia aos incautos. O perdão é a única forma de estarmos alinhados com Jesus. Eu sei que palavras são fáceis de serem faladas, difícil é seguir os passos do mestre Jesus. "Ele ensinou que nós vivêssemos a vida aqui só por passar, que nós então evitássemos os maus desejos e que o coração nós lutássemos pra ser branco ainda mais puro que o capucho do algodão" - Elomar

Anônimo disse...

Estou lendo direito, mas vocês estão protegendo um assassino de um pai de família por causa de um acidente de trânsito? E depois querem criticar os bandidos que se apoderaram do Governo do Brasil. Por favor, criem vergonha na cara primeiro, depois disso é que poderão exigir um país melhor.

REGINALDO MONROE disse...

sem defender ninguem, houve um discussão , pra partir pra agressão só um segundo basta, no calor da briga onde musicos dão porradas e funcionários de recorde tbm dão, acabou levando a pior os funcionários da recorde , assim como podia ter morrido um dos musicos assim podia ter morrido um dos funcioários, a real que deviam ter conversado e resolvido sem confusão, mas o bicho homem é o mais irracional dos animais, e a justiça brasileira tai pra conferir, a verdadeira justiça esta por vir, SEU NOME JESUS CRISTO, A PAZ DE DEUS...........

sergio disse...

FOI UMA BRUTALIDADE DESNECESSÁRIA ,IMAGINEM UM POVO COMO O NOSSO PORTANDO ARMA DE FOGO ,É PRECISO EDUCAR MUITO O BRASILEIRO QUE APRECIA NO FUNDO ESSAS COISAS HEDIONDAS COMO BRIGAS E JUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS . LAMENTÁVEL, PELO HOMEM QUE MORREU ,PELA BANDA QUE ERA BOA ,MAS FICOU MARCADA ,E PELA VIOLENCIA QUE AINDA É CULTUADA E INCENTIVADA POR AQUI .

Luciano Almeida Filho disse...

Caso complexo com vários agravantes aí para todos os lados...
É claro que os músicos têm culpa pelo espancamento, mas o motorista tb tem culpa na história porque, pelo jeito, antes mesmo de ter batido o carro ele já xingou os músicos - muito provavelmente chamando os caras de viados, por conta dos cabelos compridos e das roupas extravagantes que Simbas costumava usar nas apresentações (o que não justifica os xingamentos, nem as agressões)
Outro culpado aí foi chefe da segurança da Record que proibiu o cara de ir imediatamente para o hospital e dar parte na polícia sob pena de perderem o emprego. Caracteriza-se assédio moral grave.
O cara morreu também porque não foi socorrido a tempo. Isto é, omissão de socorro.
Então houve aí uma cascata de problemas que resultou na morte do cinegrafista, pai de família...

Magareth Krause disse...

Excelente a forma que você expôs toda a questão, obrigada!

Paulo Felício disse...

E quem disse que foi por querer?

Paulo Felício disse...

Perto de um.marginal não, ele É um marginal de verdade. Pode não ser traficante, mas matou.um pai de familiares, então é marginal do mesmo jeito. Coitado uma ova, deveria estar preso até hoje.

Paulo Felício disse...

Há quem diga que javia outroa dois integrantes do Casa das Máquinas, Pisca e Sidney.

Paulo Felício disse...

Vagabundos, um.dia vão pagar prlo que fizeram.

Gedeon Goncalves disse...

Sou amigo de um primo do Simbas... Senti muito qdo o Simbas saiu do Casa por conta desse episódio. Nem o rpimo dele soube dizer direito o que ouve... Mas, Deus sa be o que faz. Simbas perdeu a carreira. O Casa logo depois tbm acabou... só agora depois de tanto tempo eles votlaram.. SEM O SIMBAS.. No Youtube q vi uma participação dele no Casa em alguma festa. Indo rpi inferno ou não, ele pagou com a carreria. Pena essa caso. pq eu amava sua voz... Agora ha pouco mesmo eu estava ouvindo Casa de Rock.. Que Deus cuide de casa...cuidou e está cuidando. Minha solidariedade para as vitimas e para os musicos, q foram provocados. Nós humanos erramos muito. ABçs à tds c td respeito.

aesir disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
aesir disse...

Gosto do som do casa como banda, mas o episódio do cinema festa foi um festival de omissa e covardia; primeiro da parte dos músicos que espancaram um câmera franzino de forma covarde que o levou a óbito e,a covardia do filho da vítima e dos funcionários da emissora envolvidos ao não testemunhar por medo de perderem o emprego.

Lucinio faria neto disse...

Meu nome é Lucínio fe Faria Neto ..nao conheci meu avô pq ele foi assasinado...espancado etc...
Minha avó tinha cinco filhos todos com cerca de doze anos pra baixo ...esses assassinos mudaram toda a história da nossa famila....

Lucinio faria neto disse...

Meu nome é Lucínio fe Faria Neto ..nao conheci meu avô pq ele foi assasinado...espancado etc...
Minha avó tinha cinco filhos todos com cerca de doze anos pra baixo ...esses assassinos mudaram toda a história da nossa famila....

Lucinio faria neto disse...

Meu nome é Lucínio de Faria Neto e nao conheci meu vô...
Pq eles mataram ele ... E mediocre é pouco pra vc qe nen mostra o nome !!!!
A história de toda a minha familia foi mudada ...minha maê nao esqece o dia qe minha avó chegou gritando seu pai morreu !!!!
Minha avó teve qe trabalhar p criar cinco filhos e sem um pai meus tios principalmente o mais velho tem traumas até hj etc ....

Paulo Marchetti disse...

Oi Lucínio! Agradeço seu depoimento! Essa história toda sempre me incomodou, sendo amante de rock brasileiro. Esse é um bom exemplo do quanto o Brasil é um país atrasado e do mal, onde é permitido roubar e matar. É só vermos o que acontece atualmente na nossa política que se fala mais de roubo, mas que há muita morte por trás de toda sujeira, vide Celso Daniel.
Só aqui nesse atraso de país se glamoriza assassinos e ladrões, que ainda conseguem admiradores. É o fim da picada.
Perdi meu pai ainda muito jovem, não dessa forma tão brutal, e sei a dor que é.
Mais uma vez agradeço seu rico depoimento!
abraço

RAUL SEIXAS disse...

Realmente um episódil lamentavel, deveriam ser punidos sim, e no rigor da lei; ah e sou super fâ da banda sonzera sem igual

RAUL SEIXAS disse...

Realmente um episódil lamentavel, deveriam ser punidos sim, e no rigor da lei; ah e sou super fâ da banda sonzera sem igual