22 de novembro de 2015

Pearl Jam 7x1 Artistas Brasileiros

Nossos artistas de hoje, contando também os que estão aí há décadas, são uns alienados, covardes e adoram tirar o cú da reta pra tudo!

Nunca vi uma classe artística tão desunida, tão individualista e tão egoísta como a de hoje. Chega a dar repulsa!

Muitos idiotas escondem sua apatia e sua incapacidade de ajudar, atrás da velha máxima “eu ajudo, mas não fico por aí divulgando porque senão todos virão atrás de mim”. Mentira! Isso é desculpa escrota de gente mesquinha e de alma bem pequena.

O mundo pegando fogo e a pessoa no palco cantando trálálá, como se estivesse tudo ok no Brasil e no mundo. Não quero e não sou louco de jogar toda a responsabilidade para a classe artística, mas ela está sim apática, preguiçosa e egoísta.

E não vou me ater apenas aos artistas em si, mas também aos produtores, empresários e executivos que giram em torno desse universo. Gente que, com apenas um telefonema, pode resolver um monte de questões.

Gente que, quando há interesse e cifrão envolvidos, não pensam duas vezes em fazer um ou dois telefonemas para a realização de um evento, de um show, de um encontro ou qualquer coisa do tipo.
Tenho um amigo podre de rico que um dia vendo, ao meu lado, toda a desgraça que aconteceu em Petrópolis, em 2010/11, olhou pra mim e perguntou: “como posso fazer pra ajudar?”.

Eu disse: você não conhece um monte de gente influente? Não consegue realizar coisas impossíveis para sua empresa? Então, liga pra essas pessoas e vê como pode fazer! (ele tinha visto um empresário carioca que havia cedido seus caminhões para levar alimento e roupas para as vítimas).

Ainda falei que ele podia ligar para o Rio e descobrir como ajudar. Nada difícil. E o que ele fez? Absolutamente nada.

E o que os artistas podem fazer? Montes de coisas! Pedir para que o público leve alimentos e roupas aos shows. Ajudem a divulgar locais onde se aglomeram doações e voluntários, eles mesmos levarem doações. Até atos simples como divulgar um telefone ou um local onde pessoas a fim de ajudar possam chegar.

Veja só o que o Pearl Jam, uma banda americana em passagem pelo Brasil, fez: doou seu cachê para as vítimas de Mariana. Esse ato é pra deixar qualquer artista brasileiro envergonhado (afinal quantos deles ajudaram essas vítimas ou de quaisquer outras catástrofes?).

Certa vez nos anos 80 houve uma tentativa de fazer uma reunião para arrecadar fundos para os nordestinos que sofriam com a fome e a falta de água. Era o projeto Nordeste Já, e a música chefe do compacto foi “Chega de Mágoa”. Música de Gil e escrita a trocentas mãos. A música é legal, mas foi triste ver uma coisa surgir na cola do USA For Africa (“We Are the World”) e Band Aid (“Do They Know It’s Christmas?”), e não de coração. E mesmo assim, não houve mais nenhuma ação. Acabou por ali. Rendeu um clipe bacana para o Fantástico.

Ninguém faz nada. Qual força tem Zezé Di Camargo, Xororó, Ivete Sangalo, Roberto Carlos, Michel Teló, duplas sertanejas e tantos outros artistas de enorme alcance popular? Pô custa a eles virem a público e dizer uma palavra, mostrar que estão ajudando e mobilizar seus fãs?

Essa iniciativa deveria, sim, ser do Governo Federal, mas sabemos da inutilidade do Governo atual. Será que todos esses artistas não conseguiriam mobilizar outros grandes artistas para planejarem uma ajuda mútua? Ou simplesmente uma ajuda solitária mesmo, sem mobilização, sem escarcéu.

Não sou eu que tenho acesso fácil a políticos e gente importante e influente. Não tenho uma equipe trabalhando pra mim, que eu possa pedir para entrar em contato com o prefeito de Mariana, o secretário de sei lá o quê, o governador ou o diabo que for! E mesmo assim muita gente que não tem nada disso, nem influência ou dinheiro, ajuda como pode.

Será que esses artistas cabeças de bagre não pensam nisso? É nessa hora que eles devem mostrar o poder que tem diante de seu público! É a chance de fazer algo de bom de verdade! De ir para a imprensa e mostrar que pode ajudar de alguma forma.

Mas não. Artista no Brasil é assim mesmo: “O que eu vou ganhar com isso? Qual é o meu cachê? Que música eu vou cantar? Vou poder falar do meu disco?”

Já houve momentos de união contra censura, ditadura, eleições diretas e até mesmo para combater a coitada da guitarra elétrica.

Mas há bem mais que acomodação aí. Muitos artistas acabam dependendo de dinheiro público. Lei Rouanet que ajuda em turnê, documentários, promessas de ingressos a preço popular, mas chegam à cidade, o show ou a sessão custam R$ 150,00 no mínimo! Daí o artista tira o cú da reta mais uma vez dizendo que é coisa do contratante, que não sabe de nada. Tem sim artista que acaba ganhando uma grana vinda de políticos, partidos, doações estranhas. O Gil foi Ministro, a irmã de Chico Buarque foi Ministra, tem um monte de coisas aí que nós reles mortais não sabemos e nunca vamos saber. Então preferem ficar na deles pra não parece que estão contra quem os ajudou.

Artistas se conhecem, se encontram em shows, festivais, eventos. Tocam juntos, se veem em hotéis e aeroportos. Alguns levam a amizade para além da profissão. Porque não se falar, articular, eleger dois ou três que possam ser os porta-vozes de uma bonita campanha.

Eu sei que há o falastrão que na verdade não faz nada, e o quietinho que muito ajuda, que não são todos os artistas que são egoístas assim, mas a grande maioria. Nesse momento é pra gritar, mostrar exemplo! É uma forma de incentivo a solidariedade. Pô! Baita oportunidade de mostrar na prática o que é ser altruísta, cada artista conscientizar seu público... Mas não. Todos eles têm o amplificador Foda-se mega turbo ligado no máximo! Um horror!

Pearl Jam 7x1 Artistas Brasileiros

PS: Também não vi nenhum artista se manifestando contra o fechamento das escolas públicas em SP...

10 de novembro de 2015

Gozar Com o Pau dos Outros

Sem dúvida essa é a mais longa publicação que fiz no Sete Doses de Cachaça!

Escrevi esse texto para desabafar, porque depois de tantos anos tomando na cabeça e ficando quieto, deu vontade de falar, afinal, não fui eu quem me aproveitei dos outros. Não fui eu quem errei. Não devo nada a ninguém.

Por um bom tempo fiquei quieto na minha, mas agora resolvi soltar o verbo.... ao menos um pouco rsrs.

Em 1997, acometido por uma terrível Síndrome do Pânico, resolvi arregaçar as mangas e fazer algo para distrair minha cabeça. A atividade escolhida foi escrever um livro. Depois de muito pensar no que iria colocar no papel, resolvi fazer um livro sobre o Rock de Brasília, afinal convivi desde pivete com todo aquele pessoal que nos anos 80 chegou ao sucesso: Legião, Capital, Plebe e outras bandas que acabaram não fazendo tanto sucesso, mas que foram importantes pra mim e pra Turma de Brasília.

Se eu iria publicar o livro eu não sabia, até porque eu não sabia o que teria na mão depois de conversar com todos que eu desejava conversar.

Ainda envolvido na criação do livro O Diário da Turma, em 1998, comecei aos poucos a fazer uma ultra pesquisa que já sonhava em fazer desde que havia entrado na MTV, em 1993: juntar todas as datas do rock brasileiro que eu pudesse conseguir.

Em 2001 lancei o livro. Por essas coincidências da vida, ele saiu no dia 19 de junho, no mesmo dia em que Rodolfo anunciou sua saída do Raimundos.

A pesquisa peguei firme e ela continua até hoje. E com ela consegui juntar até mais do que eu imaginava. Consegui as datas de lançamento de todos os discos clássicos do rock brasileiro, aniversários, mortes, curiosidades, shows e todo o tipo de acontecimento e curiosidade que você possa imaginar. Sempre indo atrás de várias fontes.

Não foi uma pesquisa de Google, até porque quando a iniciei, a internet era discada, nem havia computador caseiro, e poucas empresas tinham acesso a rede. Eu fui ao banco de dados da Folha de SP, do Estadão, comprei discos de vinil, livros, revistas antigas – dos anos 60, 70, 80 e 90 – e fui juntando tudo o que podia. Nâo só revistas musicais, mas revistas semanais de notícias como Veja, Isto É, Manchete, Fatos e Fotos e até Contigo. O que eu não achava de data, eu ligava para o próprio artista. Falei com músicos da jovem guarda, do rock progressivo, enfim, de todas as épocas. Do cara que hoje é vovô até os famosos dos anos 90. Cheguei a parar um ensaio do Nação Zumbi só para pegar com eles algumas datas que não achava de forma alguma. Liguei para gravadoras, falei com produtores e executivos. Recebi datas de gravadoras, pesquisei o enorme arquivo musical de clipping da MTV (mesmo não estando mais trabalhando lá). Corri, fui atrás, com cara de pau e ajuda de amigos.

Consegui tanta coisa que hoje apenas observo o que acontece nos dias atuais e, se tem certa relevância, entra na pesquisa. Mas volta e meia ainda acho fatos importantíssimos do nosso rock.

Consegui ao longo desses anos todos, e lá se vão quase 20 anos de pesquisa, coisas que nem mesmo os próprios artistas sabem. Alias, artista não sabe de data nenhuma referente ao seu trabalho e carreira. Isso eu aprendi rápido kkk. É a história do rock brasileiro contada através de datas, e em seus mínimos detalhes.

Já tentei publicar essas efemérides de várias formas, mas não consegui nenhum parceiro que visse importância nesse material riquíssimo. Na Europa e EUA esse tipo de publicação é comum. Existem ótimos livros de efemérides, e que contam tudo do rock desde os tempos primórdios. Minhas datas se iniciam em 24 de outubro de 1955, quando Nora Ney gravou o 1º rock no Brasil.

Acabei por abrir um blog chamado As Efemérides do Rock Brasileiro, primeiramente no UOL e depois no Blogspot. Depois de um ano no UOL (ou pouco mais) e 40 mil views, entrei em contato com o site para saber se havia interesse em fazer alguma parceria. Nada de resposta. Resolvi sair de lá, já que fui ignorado algumas vezes, e criei o mesmo blog, mas no Blogspot.

Bem, fato é que após eu publicar meu livro e começar a publicar minha pesquisa de datas, comecei a sentir na pele a velha afirmação de que existem pessoas que adoram “gozar com o pau dos outros”. Hoje tenho PhD em ver pessoas gozando com meu pau.

Primeiro começou com a revista Bizz que, através de um mau jornalista e mau caráter que morava em Brasília, me procurou querendo fazer uma reportagem sobre meu livro do Rock de Brasília.

(não vou ficar citando nomes desses jornalista bulhas que me sacanearam. Não vou dar meu espaço pra eles. Não merecem)

Isso talvez já fosse 1999, quando ainda estava conversando com o pessoal da Turma, juntando as histórias, e também algumas fotos. Mas lhe falei de algumas coisas que eu iria colocar no livro, fotos, desenhos, mapas. Pô, era uma reportagem sobre meu livro! Queria que todos soubessem o quanto seria legal!

Achei legal a Bizz me procurar. Era um bom pontapé para a divulgação do livro, mesmo eu nem sabendo como seria tudo, apenas tendo idéias soltas na cabeça...

O jornalista me ligou e eu estava na MTV trabalhando. Ficamos por ao menos 2 horas ao telefone. Contei tudo, dei detalhes e tal. Ele me agradeceu e disse que faria uma super reportagem. Fiquei feliz! Se não me engano ele descobriu sobre meu livro porque havia feito algo com Dinho e talvez com outros artistas de BsB, não lembro.

Sei que de repente alguém próximo me disse que a Bizz havia lançado uma série sobre o Rock de Brasília em 3 ou 4 edições, e em nenhum momento da grande reportagem o tal jornalista citou meu livro. Ele simplesmente pegou a entrevista que fez comigo, a usou de pauta e escreveu uma série sobre Brasília, com as fotos, mapas e tudo o que eu disse que haveria no livro. Igualzinho, tim tim por tim tim.

Muita cara de pau! Ele fez exatamente o que eu disse que faria. Sem dúvida uma grande filhadaputagem. Coisa de quem é mau caráter mesmo. Coisa de quem é péssimo profissional.

Essa foi a primeira vez que vi gozarem com meu pau. E pelo jeito a pessoa gostou. Inclusive depois disso esse jornalista nunca mais me procurou. Já reclamei dele publicamente e até hoje nada. Um infeliz que queria ter vivido tudo aquilo, mas que não viu nada sequer de longe. E ainda teve a cara de pau de lançar livro referente a Brasília...

Se alguém tem aquela Bizz (eu tenho ao menos dois nº) pode ter certeza de que aquela matéria é minha. Foi o psit quem recebeu, mas fui eu quem a fez kkk. Eu tenho vários ghost writer hahaha.

Fato é que após eu lançar o livro, muitas histórias como essa se repetiram. Certa vez estava eu trabalhando e meu telefone toca. Era uma produtora X. Na ligação a menina pedia autorização para usar algumas fotos do livro. Estavam fazendo um documentário sobre Herbert Vianna chamado X e falou que não tinha dinheiro para pagar, ia ser difícil, pois o doc seria beneficente, não seria comercializado, e eram os amigos ajudando os amigos (sei)... blá blá blá.

Conversa vai, conversa vem, disse a ela que estava mais interessado nos créditos para o livro do que no dinheiro. Por fim, o doc seria sim comercializado, e me pagaram uma quantia Y para usar as fotos com a promessa de dar destaque para os créditos das fotos. Não houve nenhum destaque para os créditos como haviam me prometido e as fotos entraram no doc como se tivessem sido achadas pela equipe de produção. Lamentável. Mais um caso de gente com mau caráter. Gozaram com meu pau.

A produção do programa Altas Horas da GRobo (como diz o Didi), programa apresentado por Serginho Groisman, também me ligou certa vez para pedir autorização para usar algumas fotos do livro, pois o Capital Inicial seria o convidado do programa.

Eu autorizei com a promessa de ter o devido crédito na hora em que as fotos aparecessem. Não é que, por acaso, eu estava em casa, havia terminado de ver um filme na tv, assim que ele acaba, ponho na TV e estava passando o Altas Horas bem no momento em que Capital Inicial aparece! Eu nem sabia a data de exibição, pois ninguém havia me dito. Sério! Fiquei de olho no programa e eis que surgem as fotos do O Diário da Turma, mas os créditos piscaram tão rápido na tela que mal deu pra ver o primeiro nome. Bem, eu trabalho com vídeo, sou diretor e roteirista, e posso lhe assegurar que o nome do livro ficou no máximo dois frames na tela, ou seja, muito menos que um segundo. É mole!?! Mais um caso de pessoas com mau caráter, maus profissionais. Mais um gozo com meu pau. Custava deixar os créditos do livro tempo suficiente para lê-lo? Será que fariam isso caso fosse um livro da Editora Globo?

Em 2004 ou 2005 a Bizz, novamente a Bizz, fez uma série especial sobre o rock brasileiro. A revista já estava fora de circulação, mas lançou essa série especial com uma caixinha bem bacana pra guardar as revistas. Eram 4 números que abordavam da década de 60 até os 2000.

Claro que havia uma parte sobre o Rock de Brasília (na revista dedicada a década de 80). E dentro do assunto Brasília, fizeram um pequeno box sobre Fejão, mítico guitarrista de Brasília, que havia tocado no XXX, Escola de Escândalo, Fallen Angel e Dungeun. Porém qual o único lugar que havia informações sobre o querido Fejão? No Diário da Turma, oras! Ou seja, o texto do box sobre Fejão era praticamente o texto que eu havia escrito no início do capítulo sobre ele, com algumas mudanças. Você acha que houve alguma menção ao O Diário da Turma? Claro que não! Afinal, o lance é gozar com o pau dos outros, certo? Até liguei para  minha editora pra ver se havia algo que pudéssemos fazer, mas quem iria querer comprar briga com a gigante Abril?

Por falar em Abril, lembro também que, para o lançamento do livro, fui conversar com a MTV para levar uma equipe de reportagem na Fnac, onde haveria um coquetel de lançamento com convidados, imprensa, etc. Nessa época a MTV ainda tinham alguns conhecidos e fui a eles, no jornalismo, pedir para que fossem lá para dar uma força (eu tinha uma assessoria de imprensa contratada, mas eu mesmo fiz o pedido). Tudo certo. "Claro! Vamos lá sim." 

No dia do lançamento não só não apareceu a equipe da MTV como apareceram apenas duas ou três pessoas que trabalhavam lá (nessa época eu já havia saído da emissora). Todos lá sabiam do meu livro e deixei convites na mesa de todos! Tinha tanta imprensa que nesse dia dei entrevista até para televisão japonesa, mas pra MTV não! E tinha, entre tantos músicos, gente do Capital Inicial, Rumbora, Paralamas, Raimundos, VJs, atores, celebridades...

Mais recentemente a Ilustrada, caderno cultural da Folha de SP, me procurou. Um jornalista que disse ser de Brasília me ligou rasgando a seda para O Diário da Turma, dizendo amar o livro e que faria uma matéria sobre ele, já que havia sido fonte para o roteiro do filme Somos Tão Jovens, que estava sendo lançado. Conversa vai, conversa vem, o rapaz queria saber os nomes verdadeiros de personagens que apareciam no filme. Mas como eu não havia assistido, não sabia dizer quem era quem. Batemos um bom papo, ele sempre fazendo elogios ao livro e dizendo que iria escrever algo bem legal, pois havia chegado há pouco tempo na Folha. Fiquei feliz, pois eu estava prestes a lançar a 2ª edição (que saiu no início de 2014), e seria ótima divulgação.

A reportagem saiu com destaque na Ilustrada, mas não havia uma linha sequer sobre meu livro, nem título, nem citação. Absolutamente nada!

Não deixei de graça, e liguei na Ilustrada para tirar satisfação. O editor foi defender seu pupilo, mas sem saber muito o que dizer. Até se ofereceu para fazer uma reportagem do livro quando saísse a 2ª edição. É óbvio que recusei! Moleque já começou com o pé esquerdo na profissão. Mais um mau caráter e mau profissional sendo moldado. Gozou com meu pau.

Ah! O próprio filme Somos Tão Jovens usou meu livro para criar cenas e não deu crédito. Acabei assistindo ao filme, que achei bem ruim, e vi coisas ali que só estão escritas no O Diário da Turma. E dá-lhe gozo alheio!

Quanto a minha pesquisa das efemérides do rock brasileiro, acabei por tirar o blog do ar, já que muitas pessoas estavam usando de forma errada as informações que eu publicava. Além de não darem a fonte, alteravam o texto e as informações ao bel prazer. Assim que tirei o blog do ar reclamando dessas pessoas de mau caráter, mas sem citar nomes, algumas vestiram a carapuça e me enviaram e-mail pedindo desculpas. Mas já era tarde. Mais uma vez gozaram com meu pau. 

Quanta gente que adora gozar com meu pau!

Recentemente abri uma conta no Instagram para publicar as efemérides do rock brasileiro. Fiz a conta ‘o_dia_q’ (NOTA 2017: agora efemerides_do_rock_brasileiro) no final de julho e logo de cara publiquei uma data referente ao Planet Hemp. E o que aconteceu? A Revista Noize pegou a data e publicou como sendo dela! Recebeu trilhões de likes e não havia nenhum crédito para o_dia_q. Nem foi repostagem, antes fosse, já que esses app de repost dão o devido crédito.

Reclamei no Instagram, na própria publicação da Revista Noize, e também reclamei na página dela no Facebook. E o que aconteceu? Apenas um pedido de desculpas, com a velha desculpa de que um colaborador havia sugerido a publicação da data. Sabe quantas vezes já ouvi isso? 

A própria Revista Noize, em 2010, fazendo uma reportagem sobre o produtor Carlos Eduardo Miranda e os anos 90, chegou até mim acho que por sugestão do próprio Miranda (nos conhecemos desde o final dos anos 80). Eles queriam fotos do Miranda no BeBop (estúdio do então Banguela) que só eu tinha. Eu perguntei o valor do cachê, mas me disseram que era apenas um site independente, que dariam o crédito, mas que não tinham grana, blá blá blá. Fui ao site pra ver qual era, e me deparei com trocentos banners de propagandas de marcas grandes, marcas de respeito, marcas de empresas que tem dinheiro e que vemos suas propagandas nos horários mais caros da televisão. Quando voltaram a falar comigo, questionei todos aqueles banners e o que aconteceu? O dinheiro apareceu! De repente a revista tinha um bom cachê para pagar pelas fotos! Com os devidos créditos, claro. Ou seja, o mau caráter estava ali, mas dessa vez não o deixei me pegar! Hahaha 

Pô, como assim vão usar minhas imagens e não vão pagar pelo uso. Direito meu! Só eu que saia de VHS na mochila nas noites de shows em SP. E gastava uma puta grana comprando fitas rsrs.

Recentemente vi um texto no UOL que falava dos 20 anos do lançamento do 2º disco do Raimundos, Lavô Tá Novo. Publiquei a data um dia antes, no dia 2/11 quamdo foi lançado. Não sei onde Alexandre - nos conhecemos - viu a data, mas ela certamente saiu de mim. Na Wikipédia está lá 2/11. Mas garanto que essa data veio de mim e esse é um ótimo exemplo do quanto é brochante ver seu trabalho desvalorizado. Não culpo Alexandre, claro que não. Por um lado é bom ver que minha pesquisa serve de fonte para outros conteúdos, mas é triste ver o desdém pelo trabalho. Ninguém sabe ou pensa o quanto deu trabalho cada uma das datas que procurei. Tem datas ali que custaram caro. Estou falando de mais ou menos 700 datas.

Com O Diário da Turma foram 4 anos montando um quebra cabeça. Gastando dinheiro do próprio bolso. Foi prazeroso, mas muito difícil fazê-lo. Com o que ganhei até hoje ele apenas se pagou. Mas nesse caso o prazer não está no ganho material/financeiro, mas sim na satisfação pessoal. A vitória é minha e ninguém tira. Podem gozar com meu pau, mas a vitória é minha!

E também ninguém tira de mim a experiência que ganhei fazendo o livro, a pesquisa e o jogo (tenho um jogo musical de tabuleiro)

Eu sou o único cara no mundo que tem imagens dos anos 90 aqui de SP. Das bandas independentes da época: Killing Chainsaw, Pin Ups, Yo Ho Delic, Rip Monsters, OKotô, RDP, Happy Cow, Loop B e toda aquela cena doida. Tenho até raríssima imagem de Raimundos tocando para um Pacaembú vazio em um festival que não aconteceu – uma história bizarra onde havia toda estrutura de palco, mas não havia liberação da prefeitura para tal evento.

Por causa dessas imagens volta e meia aparecem pessoas das mais variadas querendo usá-las. São zilhões de doc sobre os anos 90 que estão fazendo. Um desses docs que foi recém lançado, tempos atrás a produção dele entrou em contato comigo para pegar imagens dizendo ser uma produção independente, que tudo estava sendo feito na raça, não tinha verba, daria os devidos créditos, blá blá blá. Não me disseram muita coisa sobre o doc, nem título, nem quem estava dirigindo, nada. Depois, vendo a diulgação do doc, percebi que era ele. E fiquei me perguntando: porque será que ninguém quis me dizer o nome do diretor, o nome do documentário ou o nome da produtora? O que posso dizer de tudo isso? O que eu posso achar de tudo isso?

Fico triste. Mas muito triste em ver o tanto de gente sem escrúpulos que existe por aí! Quer um texto sobre o rock de Brasília ou qualquer qualquer outro texto? Pede pra mim! Me paga que eu faço um puta texto! Quer imagens dos anos 90? Então vem conversar abertamente. Fale do interesse, de como podemos nos ajudar. Não minta! Gente estúpida e amadora.

Eu fico embasbacado de verdade em ver o tanto de gente que apenas monta nos outros. Não tem a capacidade de levantar as mangas e tomar iniciativa própria. Por que isso? Por que não dar o devido crédito? Por que não falar a verdade? Qual o problema em dar a verdadeira fonte? Por que querer gozar com o pau dos outros? Se você faz algo autoral usando outras fontes, normal, isso não é vergonha e nem vai te diminuir. Vou te contar...

Recentemente cedi minhas imagens dos anos 90 para dois amigos que estão fazendo um doc. Sabe porque cedi a eles as imagens? Por terem sido honestos comigo, por saber que eles irão valorizar as imagens.

Se você um dia pensar em fazer algo por conta própria, dou a maior força, pois foi isso que vivo fazendo. Não dependi de ninguém para fazer meus projetos. Fui à luta sozinho e consegui as coisas sozinho. Não devo nada a ninguém e quando coloco minha cabeça no travesseiro durmo tranquilo e com a consciência em paz.

Tem outros tantos exemplos de gente que quis gozar com meu pau, mas infelizmente não me lembro detalhes. Teve a Rádio Globo que pediu uma parceria com minhas datas, mas que depois descobri que estavam alterando as informações e descumprindo os acordos que fizemos, apenas para favorecê-la.

Também teve o caso da grande empresa de material escolar que quis comprar minhas datas, mas me ofereceu R$ 3.000,00 para eu dar as datas em definitivo ad eternum, sem créditos pra mim e, pior, eu seria proibido de usá-las. Apenas dei uma boa gargalhada na cara da pessoa.

Esse negócio de gozar com o pau dos outros é pra quem tem a alma pequena, pra quem é mau caráter, pra quem tem medo da vida, pra quem não tem capacidade própria, pra quem é frustrado. Por fim, pra quem é covarde.

Até tenho um jogo de tabuleiro que anos atrás quase consegui publicá-lo, mas não vingou. Aí eu desisti de ir atrás. Hoje jogo com os amigos e nos divertimos pacas. E sou o único no mundo que tenho esse jogo kkkk.

Eu simplesmente gosto de criar conteúdo. Se ele vai ser aproveitado, aí já são outros quinhentos. O importante, em primeiro lugar, é minha satisfação pessoal, eu me divertir e me distrair. De quebra, é sempre um grande aprendizado, uma experiência diferente para cada projeto que invento.

Eu vou a luta e digo com convicção, que é um delícia gozar com meu próprio pau. É tão gostoso que outras pessoas também querem meu pau pra gozar kkkk.

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