10 de julho de 2008

50 anos de Bosta Nova

Ok. Eu sei que a Bossa Nova é um ritmo, um gênero tipicamente brasileiro, que encantou o mundo – principalmente os americanos – e que mudou os rumos da música no Brasil.
Mas também é verdade que ela é um gênero limitado, assim como é, por exemplo, o reggae. São trilhões de músicos de Bossa Nova, mas todos eles fazem tudo bem parecido. “A tardinha cai”, “o patinho faz quac quac”, “seu coração é lindinho”...
Antes da Bossa, os cantores tinham aquele vozeirão dos cantores de rádio e depois dela, todos viram a possibilidade de cantar de outras formas, alias, muitos viram que nem era preciso saber cantar muito.
Logo após o surgimento de João Gilberto, houve um boom de cantores de Bossa e até Roberto Carlos tentou ser um. Também na sequência Frank Sinatra e outros americanos descobriram a beleza da levada da Bossa.
A partir daí, pra mim, a Bossa virou música para turista. Tanto é que muitos artistas brasileiros passaram a fazer sucesso nos EUA e Europa, mas não foram reconhecidos aqui no Brasil. Vide Leila Pinheiro, Sérgio Mendes, Oscar Castro Neves, etc...
A Bossa Nova invadiu os bares do RJ que usavam o gênero para atrair os turistas. A Bossa virou, praticamente um ritmo carioca. Foram eles que dominaram essa música e exploraram suas possibilidades ao máximo. Foi lá que Nara Leão e esse turma toda se reunia para tocar, conversar, compor... nada mais justo que a Bossa seja ligada ao Rio.
Depois os modernetes e colocaram ritmos eletrônicos fazendo Bossa, tipo Style Council, Bebel Gilberto, Everything But The Girl...
Hoje até já ficou chato esse negócio de misturar batidas modernas com a Bossa. Já deu. Já encheu. Mesmo assim, novas cantoras sempre aparecem com essa coisa e as gravadoras exploram isso como se fosse a grande novidade. Argh!
Óbvio que, como um punk rocker, odeio Bossa, mas gosto de algumas coisas da MPB dos anos 70 que usam a influência dela. Mas também não tudo, é claro. Essa MPB é mais legal quando explora o rock, o psicodelismo e usa a Bossa Nova no meio disso.
Bem, o fato é que até hoje babam o ovo pra cima da Bosta Nova, isso enche os meus pacuá e pra mim ela não passa, mais uma vez digo, de música de turista. A Bossa não tem pra onde correr.
Esses 50 anos que ela completa só me confirmou uma coisa: que o rock continua marginal. Que bom.
Dos 50 anos da Bossa Nova qualquer Zé Mané falou e comentou. Agora dos 50 anos do Rock Brasileiro, completados em 2005, nem emissoras como Multishow e MTV e rádios como 89FM, Brasil 2000 e Kiss FM falaram absolutamente nada.
O rock deu muito dinheiro para as gravadoras e para esses meios de comunicação, mas essa é uma prova de que o que importa é o dinheiro. Esses prêmios tipo Multishow, VMB... só querem ganhar em cima da imagem do artista e do rock, agora dar algo em troca nada.
As favas com a Bosta Nova. As favas com o Emocore.
Por essas e outras eu continuo aqui escutando Loki?, Elo Perdido de Arnaldo Baptistae Tente Mudar o Amanhã do Cólera.

3 comentários:

Mayara disse...

Ai até parece né?! O rock na verdade não é nem um pouco valorizado aqui no Brasil, nunca vi o Matanza por exemplo ser indicado pra nenhuma categoria no VMB, a MTV nesse quesito vem decepcionando até o fundo do poço há muito tempo... Chamar Pitty de rock... de ídolo, pior ainda... plagiando o Foo Fighters até eu!

Anônimo disse...

Grande merda vcs.

Paulo Marchetti disse...

Oi anônimo. Sim, sou um merda, mas não me escondo no anonimato para expressar minhas opiniões. Bossa nova é uma merda.