18 de junho de 2008

Qual a solução?

E então todo mundo tenta descobrir o que será do futuro das grandes gravadoras. O que elas poderiam fazer para não sumirem. Qual a solução para elas continuarem fortes?
Primeiro é bom lembrar que, apesar do choro de todas elas, todas continuam a investir pesado em marketing inútil e, principalmente, jabaculê. Aí me pergunto: se reclama pelas quedas nas vendas de CDs e da diminuição do lucro, como então pode se ter milhões de dólares para investir em jabá? E jabá não é só dinheiro, é também bens materiais, viagens, carros, e o que mais você imaginar. O problema não é só a pirataria e os programas de troca de arquivo. Se os executivos reclamam (ou fingem reclamar) dos altos impostos, alegando que eles é que aumentam o preço do produto, então porque todas essas ditas grandes não se juntam para ir até Brasília pedir e insistir na diminuição dos impostos? Reclamam mas não fazem nada. Fácil. Cômodo.
Uma vez, conversando com um grande amigo que trabalha numa dessas majors sobre esses problemas, falei para ele de algumas soluções que poderiam aumentar as vendagens, mas é claro que, não houve interesse, pois que se dane o consumidor. Disse que as gravadoras poderiam inventar formas de premiar aquelas pessoas que compram seus produtos.
Na era do vinil éramos obrigados a consumir discos sem encarte, matéria prima de péssima qualidade, produtos sem a devida proteção de embalagem, enfim, as gravadoras tinham a faca e o queijo na mão. Agora que a coisa mudou, ficam todas posando de ‘tadinhas’.
Disse ao meu amigo que essas gravadoras podres de ricas, que mamaram em nós até não poderem mais, poderiam muito bem fazer ações do tipo sorteio ou coisa parecida, para provocar aumento das vendas. Elas, ao invés de reclamar da numeração, poderiam usar esses números para sortear discografias, ingressos de shows, viagens, carros...
Imagine você comprar o CD da Britney Spears e concorrer a uma viagem para os EUA para assistir ao show dela. Ou acompanhar o CPM22 numa turnê da banda durante um final de semana. E o sorteio de um carro popular. Ou até coisas mais simples como um lap top, um computador, um home theater, ganhar 50 CDs e 50 DVDs de tal gravadora? Acompanhar seu artista em um dia no estúdio? Ou simplesmente ganhar um camarote vip e visita ao camarim em um show de tal cidade.
Bom, todo mundo tem sua opinião sobre o que poderia ser feito e a minha é essa. Gravadoras poderiam gastar menos em ações como jabá, e se tornar parceiras de seus consumidores. Se você não consegue derrubar seu inimigo, junte-se a ele.

Um comentário:

Rock Brasília disse...

Bacana esse blog, Paulo, vou linkar também!

Abs