5 de julho de 2022

Brasília Pós Sucesso

Em relação ao sucesso de Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude surgido entre 1985 e 1986, Dinho disse no meu livro ‘O Diário da Turma 1976-1986’ que a partir de certo momento começou uma corrida de cegos pelo sucesso. Iniciou uma disputa velada entre esses três grupos pra ver quem se dava melhor.

Essa mesma corrida de cegos passou a acontecer em Brasília. Sem sentido, mas aconteceu.

O triênio 1985-86-87 foi bastante intenso pra esses grupos candangos que estouraram nacionalmente ao mesmo tempo. E foi um tsunami pra quem estava em Brasília e fazia parte desse universo rock.

A oportunidade profissional desses grupos surgiu pela força que Herbert Vianna e Bi Ribeiro deram, tanto que a EMI também contratou Legião e Plebe. Depois ainda gravou disco do Finis Africae, do Arte no Escuro, e ainda cedeu os estúdios para Escola de Escândalo gravar uma demo e Dentes Kentes gravar um ensaio.

Aliás, se esses estúdios da EMI falassem, imagine o que teríamos de história dessa Turma de Brasília!

E por falar em Turma, pra quem já era da Turma da Colina ou ao menos já a conhecia, a chegada do sucesso desses grupos não foi surpresa, apenas consequência de anos de trabalho.

Quem acompanhava esse universo seja pelas antigas revistas Roll e Bizz ou escutando rádios segmentadas como a Fluminense FM no Rio, já estava acostumado a ver e ouvir, principalmente, Paralamas, Legião, Plebe, Capital e Escola de Escândalo.

Pra população de Brasília em geral foi uma total surpresa esses grupos aparecerem na mídia mainstream. Os jovens da cidade começaram a perguntar: Onde eles estão? Tem mais deles?

Tirando o pessoal da Turma e agregados, o resto dos jovens da cidade não só não gostavam desses grupos, como os repudiavam.

Até então, havia muita inveja e ciúmes entre a turma dos playboys com a Turma da Colina. Fazer parte de um grupo de rock, tocar um instrumento, sair na revista e tocar nas rádios atraía a atenção das garotas, então playboys ao contrário de gostar dos grupos, tinham raiva deles. Depois do sucesso, esses playboys passaram a gostar dos grupos, ir aos shows e a comprar seus discos.

Outros jovens da cidade que já gostavam de música viram um bom momento pra tentar fazer sucesso. Dessa forma zilhares de grupos surgiram da noite pro dia. Grupos ruins, sem tempero, sem texto, sem contexto, sem história e sem personalidade.

Houve as pessoas espertas que se aproximaram de quem era ligado à Turma da Colina. Essas pessoas ou eram músicos que queriam tentar tirar uma casquinha do sucesso procurando as amizades certas ou então pessoas que apenas queriam ganhar destaque e parecer amigas dos músicos.

Naquela época era absurdamente diferente você ter um grupo de rock ou até mesmo andar como um roqueiro. Surf, skate e rock ainda eram coisas estranhas.

Como consequência, quem queria ser diferente em Brasília, aproveitou essa onda de sucesso e colou na Turma. Comecei a ver amigos de infância, de escola, que nunca deram a mínima para rock ou música, de repente querendo montar um grupo, gravar discos de rock alternativo e ao mesmo tempo colando na Turma.

Tive um professor de português substituto que certa vez me deu um sermão por me ver com bottons do Clash, Pistols, Ramones no uniforme da escola. Eu estava na 6ª série, tinha 12 ou 13 anos. 

Anos depois o encontrei como vocalista de um grupo e até tirei sarro da cara dele - ele me puxou de canto e pediu discrição rsrs. Era um grupo local que até ficou conhecido entre o pessoal que acompanhava a cena rock da cidade e até fez show junto com Filhos de Mengele ao menos umas duas vezes, mas não vou falar o nome dele.

Esse triênio o rock reinou na mídia, virou moda pra quem caiu de paraquedas e isso foi fortemente intenso em Brasília por causa do sucesso dos grupos e do refrão de “Vital e Sua Moto”.

Até o estouro, Brasília tinha poucos grupos de rock. Não dá pra quantificar, mas era como se em 1984 existissem 30 grupos e, de repente, em 1986 havia 500. Era no esquema quantidade nota 10, qualidade nota 0. Pra deixar bem mais claro: os grupos que valiam a pena, juntando todos, chegava a dar algo em torno de 10 nomes, no máximo.

Num piscar de olhos surgiram punks, góticos, alternativos e gente interessada em rock e suas vertentes. Também apareceu dentro da Turma uma panelinha que se achava a última bolacha do pacote por ser amiga de integrantes de Legião, Plebe, Capital. Uma baboseira. Era ridículo e chegava a dar vergonha alheia de algumas dessas pessoas. Era muito nítida a falsidade e o desejo de aparecer. O próprio Renato Russo sofreu com isso, com muitas falsas amizades, tanto em Brasília, quanto no Rio.

Inclusive entre os velhos amigos, dos tempos magros de 1980-81-82-83 não tinha essa coisa de ser “amigo de artista”, até porque não os víamos assim mesmo depois do sucesso. 

Houve a tentativa da gravadora Warner em achar algum bom nome ao lançar a coletânea “Rock Brasília, Explode Brasil”, mas tirando uns dois grupos, o resto era lixo que não existia seis meses antes da coletânea ser lançada. Dessa coletânea, de respeito mesmo, só Elite Sofisticada, e a gravadora vacilou em não lançar o grupo que naquele momento estava “voando baixo”.

Em Brasília o rock que estourou, que fez sucesso no Brasil todo, não foi o rock da cidade, mas sim o rock que era feito pela Turma da Colina. A alcunha Rock de Brasília existe e representa unicamente os grupos ligados à Turma da Colina. Ao lançar meu livro teve gente que contestou isso, mas depois viu que era verdade.

Tanto que hoje, décadas depois do sucesso, se vê que os grupos que gravaram e fizeram história são, de fato, grupos surgidos a partir da TdC, incluindo aí os que participaram da magnânima coletânea Rumores: Escola de Escândalo, Elite Sofisticada, Detrito Federal e Finis Africae.

Desses grupos Finis gravou EP independente e depois LP pela EMI; Detrito Federal lançou disco pela Polygram, produzido por Charles Gavin. Infelizmente as duas grandes promessas pós Legião-Plebe-Capital, Escola de Escândalo e Elite Sofisticada, não gravaram seus discos.

Houve outros grupos que lançaram discos nos anos 1970 e até mesmo nos anos 1980, como a Banda 69, um dos poucos bons grupos da cidade. Tinha Liga Tripa, Mel da Terra, Tellah e outros.

Nesse boom de grupos de rock algumas rádios de Brasília abriram espaço na programação pra eles (Filhos de Mengele teve “O Entediado” e “Anti-Social” muito bem executadas na programação local da Transamérica FM que apostava firme na cena da cidade), lugares novos de shows surgiram. Mas havia um problema: Eram poucos os grupos que realmente faziam algo de qualidade. 

Hoje, em 2022, há muita gente que gosta de dizer que era da Turma da Colina, que assistia aos shows e frequentava as festas, os lugares, os ensaios, mas é tudo balela. O que não falta são mentirosos que adoram se inserir nessa história. Brasília era como uma pequena cidade do interior onde todo mundo se conhecia, principalmente até a primeira metade dos 1980, então não tem como mentir sobre isso.

Eram como penetras querendo parecer descolados e íntimos dos donos da festa, mas sem saber de quem era a festa. Como disse, era algo um tanto vergonhoso. 

Depois que lancei O Diário da Turma’, surgiu mais uma leva de pessoas que nunca deram bola pra Turma, mas que gostam de falar que estavam lá. E eu continuo dando risada!

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10 de junho de 2022

A Verdade Sobre Lula e o PT

É impressionante como o discurso da esquerda é sempre o mesmo. Tudo igual. Todos falam a mesma coisa, nunca há exemplos concretos, as ideias são abstratas e a agressividade é gigante.

E que fique claro aqui, por mais que você não acredite, eu não teria problema algum em falar das coisas boas feitas pelo PT ou Lula - o problema é que elas não existem. Já disse em diversas postagens: cago para ideologias. Seja qual for o lado, há interesses, sujeira embaixo do tapete e corrupção. Escolher lado é coisa que político faz para dividir a população e eu não caio nesse blá blá blá.

Muito tempo já passou desde a (suja e inacreditável) soltura do condenado e ex-presidiário Lula e até agora não provou sua inocência, algo que ele disse que ia fazer assim que saísse da prisão - o que aconteceu em 08 de novembro de 2019. Por que até agora ele não conseguiu prová-la? Se é inocente então por que devolveu dinheiro roubado? Por que quem o segue não questiona isso?

Além do tempo em que ficou preso – e mesmo antes – ele e seus advogados tiveram tempo o suficiente para juntar provas, e o que fosse necessário, para provar sua tal inocência.

O que o Lula fez de relevante na década de 1970? Nada! Não há nada na história do Brasil que você possa dizer de forma positiva: “Foi graças ao Lula”. Nada! Você até pode dizer que ele mobilizou trabalhadores, “lutou contra ditadura”, e ainda assim não há relevância. Naquele momento se não fosse ele, seria outro. Pode ter certeza! Até porque ele não era um lobo solitário e sim mais uma cabeça dentro de um grupo. Há muitas outras pessoas que lutaram contra a ditadura, e de forma mais significativa que o molusco ladrão. Beeeem mais significativa!

Aquelas fotos publicadas entre o fim dos anos 1970 e início dos 1980, dele de camisa aberta sentado na mesa de bar com um copo de Brahma na mão, nada mais é do que puro marketing. Mesmo pra quem não entende quase nada de política, sabe que imagens assim são frequentemente produzidas. É como o cafezinho do boteco que candidatos sempre tomam ou o pastel de feira que sempre comem, mas apenas em período de eleição.

Pulo para a década de 1980. O que Lula fez de significativo nessa década? Absolutamente nada. Ele nada teve a ver com o famoso comício das Diretas Já realizado na Praça da Sé em São Paulo. Foi a partir desse evento que o Brasil inteiro passou a se mobilizar pedindo Diretas Já, ou seja, votação direta para Presidente já em 1984. 

Até o comício da Sé, pouco se falava dessa campanha que nasceu em 1983. A imprensa – sofríamos censura – não falava nada ou quase nada. A própria Globo só passou a falar de Diretas Já a partir do evento na Sé.

Já disse em algum outro texto aqui do Sete Doses: quem criou a campanha e o Comício das Diretas Já na Praça da Sé foi Franco Montoro (então Governador de SP) e “seu” Jorge da Cunha Lima, personagem ligado à história da TV Cultura.

Em uma reunião que aconteceu na sala da casa de “seu” José Gregori (também ligado à TV Cultura) foi idealizado o comício que mudou a história do fim do Regime Militar. Nessa reunião havia personagens que depois viriam a ser do PSDB (fundado em 1988). Nessa reunião havia um jovenzinho chamado João Dória (como um ouvinte e observador), mas nada de Luiz Inácio Lula da Silva.

Assim como Fernando Henrique e Ulisses Guimarães, muitas personalidades só apareceram na Praça da Sé quando souberam que ela estava lotada. O evento foi criado, mas mesmo no dia, quase ninguém acreditava em seu sucesso.

Depois veio a mudança com Tancredo que nem assumiu, deixando a vaga de Presidente para Sarney, seu vice. Figueiredo havia recebido o cargo com surpresa, e a mesma coisa aconteceu com Sarney (o Demônio do Maranhão).

Logo em seguida começou a farra: veio a palhaçada de o Sarney governar por 5 anos, a troca de favores, o inchaço da máquina pública para agradar apoiadores e também para ter “moeda de troca”. Cargos começaram a ser criados, novos Ministérios, Secretarias e o diabo a quatro.

A corrupção começou a correr solta por Brasília – não que antes não tivesse, mas nem dá pra comparar – e até meu pai, um simples Engenheiro Agrônomo pesquisador da Embrapa, foi atingido por ela. Assim que ele sentiu cheiro de sujeira, juntou as coisas e a família, e picou a mula. “Brasília não é mais a mesma”. Em 1987 voltamos para SP.

O que o PT e Lula fizeram nessa transição? Absolutamente nada. O PT, recém surgido, ainda não tinha representatividade no Congresso. Na constituinte de 1988 esse partido que se tornou uma quadrilha foi contra a nova Constituição e contra tudo que depois mudou a história do país. Hoje inclusive adora falar da Constituição, mas sempre a desprezou. Bem, é só ver hoje o desdém do STF em relação às nossas leis.

Os 1980 passaram intensos, cheios de mudanças e acontecimentos históricos e Lula e PT não fazem parte de nada disso. Nada que fizeram dá pra dizer “se não fosse o Lula” ou “se não fosse o PT”. Em uma década decisiva para o futuro do Brasil PT e Lula só eram do contra e não participaram de nada! Essa quadrilha nojenta disfarçada de partido perdeu o trem da história. Sempre foi assim.

Na época da emenda Dante de Oliveira, o PT tinha algo como 3 ou 4 Deputados no Congresso que votaram a favor. Porém quem fez a diferença, mesmo com a derrota, foi o PMDB. Naquela época ainda não se podia ter vários partidos. Essa farra de zilhões de partidos só veio depois.

Entre os deputados petistas já estava lá o Eduardo Suplicy. Esse é outro que merece destaque pelo fato de estar há décadas na vida pública e nunca ter feito absolutamente nada de significativo. Nada que você possa dizer: “se não fosse o Eduardo Suplicy”. Esse Eduardo da elite paulistana sabe como ninguém usar dinheiro público. A patota vermelha da bolha o adora exatamente por nunca ter feito nada. Até mesmo o PT o despreza!

Lula já era, claro, um personagem ultra conhecido e com a mesma capa de hoje: a voz do povo trabalhador. Porém outra vez foi insignificante para a história política do país. Dizer que ele mobilizava os trabalhadores não é nada, na boa. Ele não mobilizava ninguém, nunca mobilizou! O Brasil andou dos 70 para os 80, e dos 80 para os 90 sem que PT ou Lula fizessem a diferença. Das grandes mudanças do país que aconteceram nessas intensas décadas, o PT ficou fora de todas. Foi um zero à esquerda, literalmente.

Tanto Lula, quanto PT definitivamente ganharam força a partir das eleições de 1989. Na primeira eleição direta para Presidente desde 1960 era muito provável que Lula, uma figura mega popular, pudesse ganhar.

Mas o seu despreparo somado com a força que Collor ganhou da mídia, principalmente da então super poderosa Globo, o levou à derrota. Lula não se conformou. Lembro até hoje dele dizendo na TV que iria fazer um governo paralelo, coisa que nunca aconteceu. Claro!

Luiz Inácio não tinha um discurso consistente, não tinha plano de governo concreto, mas sim apenas um discurso popular bobo, de adolescente. Como é até hoje, pura retórica. Fala e fala, mas diz nada.

Bem, nos anos 1970 e 80 PT e Lula nada fizeram pelo país e assim entro na década de 1990.

Não menos intensa que a década anterior, os 90 foram cheios de acontecimentos. E desses acontecimentos, Lula e PT não fizeram parte. Outra vez não fizeram porque não quiseram.

A década de 1990 foi de suma importância para o futuro do Brasil. Tivemos o impeachment de Collor a implementação do Real e grande mudança na nossa economia, programas de educação e tantas outras coisas que não tiveram o apoio do PT e, mais uma vez, essa quadrilha e seu dono Lula, perderam o trem da história.

Inclusive foram contra o Real. Muito se fala em FHC, mas quem foi importante para as mudanças que ocorreram no país, foi Itamar Franco que preparou o país pra isso. Em relação às políticas educacionais, econômicas, internacionais, de segurança e saúde, Lula e PT nada fizeram. Eles eram contra o Bolsa Escola - que depois se tornou o Bolsa Família - programa popular o qual o PT sempre usou de muleta. O discurso desse partido quadrilha era de que esses programas sociais popularescos foram feitos só pra ganhar voto (e quantos votos o PT ganhou com eles!?).

Os 1990 passaram e nada de Lula e PT. Pelo contrário, bom lembrar novamente: mais uma vez foram contra tudo que mudou o rumo da história brasileira, e quiseram ser insignificantes por vontade própria e também porque é da natureza desse partido quadrilha não fazer nada.

Lula até foi Deputado Federal nos 90, mas não só foi insignificante (mais uma vez!), como nada fez, nada apresentou, e mal ficava em Brasília. Se não me engano, foi um dos Deputados mais faltosos daquele mandato. Uma vergonha! O inútil que sempre foi!

Perceba: claramente o PT nunca fez oposição, apenas se acomodava por receber as vantagens que pedia. Ir contra tudo e todos não é fazer oposição. Fazer oposição é apresentar soluções, um plano de Governo viável, que dê vantagens para a população. O plano de governo do PT sempre foi unicamente o poder para poder ser dono do dinheiro público. Só isso.

Lula e PT nunca, enquanto “oposição”, fizeram algo significativo, nem nos 70, nem nos 80 e nem nos 90. Isso está bem claro até agora.

Entremos nos anos 2000: O PT participa de eleições desde 1982, e, por enquanto, até aqui nem o partido e nem Lula fizeram algo que você possa dizer “se não fosse o PT e/ou Lula...”

É bom voltar a falar sobre a política de forma geral desde Sarney, pra dizer que toda a corrupção, os jogos políticos, as cartas, estratégias, tudo só foi piorando. Evidentemente falo disso tudo de forma pejorativa.

As falcatruas, as negociações sujas, o desvio de dinheiro público, a burocracia, o viés esquerdista – apesar da abertura econômica promovida por Collor – tudo só foi piorando. Sarney roubou um monte, Collor roubou um monte, FHC roubou um monte. A cada Governo o roubo aumentava e os mecanismos de corrupção se aperfeiçoavam.

Tudo isso com a complacência de todos os partidos, incluindo o PT, que também negociava seus cargos e seus ganhos, como qualquer outro, e até mais, já que sempre teve força popular. O ego do Lula, que se replica no PT, nunca o deixou se equiparar com os outros. Pra ele tinha que ser sempre mais.

Em seu ego não cabia ser Vereador, Deputado ou Senador. Até se tornar Presidente sua vida foi uma inutilidade, e continuou sendo quando Presidente.

Daí finalmente entramos no novo século, na primeira década de 2000. Assim como nas duas décadas anteriores, foram anos intensos, e muito por causa da tecnologia.

Finalmente, depois de 3 tentativas fracassadas, Lula se tornou Presidente do Brasil. Tendo a oportunidade de fazer história, fez como Collor e cagou em cima dessa oportunidade.

Tudo de sujo que já era praticado na política desde Sarney, só piorou com o PT no Poder. Isso hoje todo mundo sabe. Não preciso ficar aqui lembrando dessa história.

No primeiro mandato de PT, Lula só mamou no que FHC tinha deixado, e na hora de ter que pegar no leme de verdade, fudeu com tudo.

Dessa época, amigos de Brasília me disseram que 3 meses depois da posse de Lula, que tudo estava sendo aparelhado pelo PT e seus parceiros. O partido quadrilha roubou tanto, mas tanto, que os próprios parceiros passaram a ficar com raiva de tamanha ganância.

Como se sabe hoje, por fatos e farta documentação, foi o maior roubo de dinheiro público da história da humanidade. Só isso!

Mas o que dá pra registrar aqui é que Lula continuou despreparado para o cargo de Presidente, e continua hoje com o mesmo discurso, as mesmas palavras, e mesmas frases que dizia no final da década de 1970 – que não causam mais efeito algum em ninguém.

O dono do PT teve décadas pra se preparar, pra estudar, se formar, ter uma carreira acadêmica, falar duas ou três línguas, mas não, preferiu fazer ode a ignorância pra poder dizer “nunca na história desse país um torneiro mecânico recebeu um diploma de Presidente”. Pobreza de espírito. Dá pena.

Um bobão que nunca teve experiência na vida política (fora ser um Deputado irrelevante e inútil), evidente que teve preparo zero para ser Presidente. Não estava preparado em 1989, nem em 1994, nem 1998, nem em 2003 e nem em 2006. Um despreparado igual a Collor e Dilma. A diferença entre o ladrão molusco e Bolsonaro, é que o segundo foi esperto em se cercar de gente competente. Foi esperto de montar um ministério técnico, e não cheio de indicações políticas, como era desde Sarney. Enquanto o PT só piorou a sujeira que era feita em Brasília, Bolsonaro fez de tudo para limpá-la.

Veja nosso saneamento básico, nossa educação, nossa saúde, nossa infraestrutura e todo o resto. Nada disso teve evolução com o Governo PT ou PSDB. Absolutamente nada. Olha as figuras que compunham os ministérios de Lula e Dilma em seus mandatos. Inclusive olhe a foto e me diga onde está a inclusão dita pelo PT?

Tudo que é público continuou uma merda como sempre foi desde sempre: seja com os militares, com Sarney, com Collor, com Itamar, com FHC, com Lula, com Dilma e com Temer. O Governo do PT não melhorou nada, só usou a sujeira para sujar mais! Só hoje com esse Governo Bolsonaro é que finalmente as empresas públicas tiveram lucros significativos. Essa é a verdade.

Em todos os bons índices e rankings mundiais dos quais o Brasil faz parte, seja do que for, ele está sempre nas últimas colocações.

Nossas Universidades sempre foram sucateadas e usadas politicamente, o PT nada fez por elas. Houve roubo e cortes na Educação, Saúde, Infraestrutura, Agronomia e outros importantes Ministérios. Hoje o orçamento da Educação vai quase todo para salários de tão inchado que ele ficou. O que mais esperar de um Presidente que nunca estudou e que já declarou que ler é chato demais? Paulo Freire é um farsante, nunca foi pedagogo e se tornou patrono da educação exatamente por ser um idiota como todos que, de alguma forma, estão ao lado do PT.

Então, veja bem, agora fazendo o resumo do resumo do resumo: passaram os 70 e nada de Lula; passaram os 80 e nada de Lula e PT; passaram os anos 90 Lula e PT necas. E nos 2000 quando PT finalmente dominou o pedaço, jogou tudo na privada por conta de poder, dinheiro e corrupção.

Me pergunto até hoje como Lula tinha em sua conta bancária 800 mil reais declarados no início do 1º mandato se ele nunca trabalhou?

Lula e PT sempre foram inúteis e nocivos para a história do Brasil. E há quem se deixe enganar por essa história suja.

Pergunta 1 para refletir: o que te faz acreditar no Lula se ele nada fez além de política suja e mentirosa?

Pergunta 2 para refletir: quantas milhares de pessoas a corrupção do PT matou? (seguindo a tradição da esquerda em ser assassina).


PS: Mais recente, no Governo 2018-2022, o PT foi contra o marco do saneamento básico e também contra a redução de impostos, entre outros projetos que deram benefícios para população.



22 de maio de 2022

A Vida Passa...

Certa ocasião, ainda adolescente, assisti a uma palestra em que o profissional falava o quanto nós seres do Planeta Terra somos insignificantes. Fiquei impressionado e, apesar de pirralho, aquilo mudou minha visão de vida e de mundo. Décadas depois, no YouTube, assisti a uma palestra bem parecida, mas mais atual com dados científicos, imagens, números, etc. Voltei a me impressionar porque, por mais que saibamos disso, nunca paramos pra pensar em termos físicos, o nosso tamanho mesmo!

Imagine você pegar, numa praia daquelas que não tem fim, um único grão de areia. Daí você leva esse grão a um laboratório e o divide em mil pedaços. Daí você pega apenas 1/1000 desse grão e volta a dividi-lo em mil. A Terra é mais ou menos isso: um nada. Mil vezes menor que uma micropartícula de ar.

Ainda assim há quem se ache o troço mais importante de todos os universos interplanetários de todas as dimensões galácticas de todos os espaços siderais encontrados em todos os buracos negros de toda história de todas as humanidades de todos os espaços infinitos!

Haja ego!

Cara, isso é muito chato! O negócio é ficar na sua, fazer o bem sempre que puder e pronto! A vida é breve, um sopro. Um dia estamos cheios de energia com 16 anos fazendo planos para o mundo e, no dia seguinte, você está com 60 analisando se fez tudo o que queria ter feito. É uma loucura!

É exatamente isso: lembro de mim outro dia com 15 anos formando uma banda, hiperativo, querendo todas as festas, com mil planos; e hoje tô eu aqui com 52 numa tranquila, cuidando da casa e das plantas, ajudando a filhota e satisfeito com tudo o que aconteceu nesses anos todos. Hoje tô eu aqui preocupado com a hortelã que plantei e já está em tempos de germinar a semente. Adoro!

Fiz tudo o que eu queria fazer. Evidentemente que não tudo, tudo! Até porque muita coisa não depende apenas de nossa vontade, mas não tenho do que reclamar. Já escrevi um texto aqui relatando a minha sorte de, em momentos diferentes da vida, estar no lugares certos e nos momentos certos. A forma como cresci em Brasília é um exemplo.

Na minha vida nunca quis passar por cima de ninguém, nem desrespeitar ou desmerecer ninguém. Tenho a sorte de trabalhar com o que gosto, por isso, trabalho com prazer e não tenho tempo pra fazer ou pensar em picuinhas profissionais.

No meio de tanta falsidade na vida, confesso ser um sincericida, mas não propositalmente, porque peco por ser inocente. Pra mim, a pessoa é boa até que me provem o contrário.

Na vida social só me relaciono com quem me valoriza. Isso aprendi com a vida. Em relação a esse assunto, errei muito nos anos 90, mas muuuito! Amizades erradas. Caminhos errados. Então hoje não penso duas vezes em me desligar de alguém que não me faz bem.

A nossa vida deveria ser simples. Todos sabemos o que é certo e o que é errado. Apesar disso há quem queira bagunçar a máquina. Há quem goste de maldade, de prejudicar o próximo, que só pense em valores materiais, disputas (mesmo que imaginárias). A disputa por poder, por espaço, para impor sua verdade.

Tudo isso é uma vergonha!

É o que fala com maestria o livro A Última Flor. Olha só que vergonha o que aconteceu durante a pandemia de SarsCOV-2 (escrevo em maio de 2022). Uns brigando com os outros por dinheiro, por poder de decisão, por métodos de tratamento. Conchavos entre as grandes empresas e os governos. Todos aqueles líderes com perfil de ditadores puderam exercer livremente seu autoritarismo enrustido. Isso aconteceu no mundo todo.

Todos sabem quem foi o culpado e o culpado foi o que mais lucrou com a desgraça que fez. Deu comida podre pra todo mundo vomitar e depois vendeu pano, rodo e balde. Todo mundo viu, todo mundo sabe e o que aconteceu!

É muita maldade e muita ganância.

Observe as imagens que ilustram esse texto. São estrelas que, ao lado do Planeta Terra, são ultra mega hiper enormes como a UY Scuti. E mesmo assim há estrelas que fazem dela um micro grão de poeira. Ao falar em tamanho, automaticamente ele está ligado ao tempo de vida dessas estrelas, o que também transforma o Planeta Terra - com seus bilhões de anos - em um recém-nascido de fralda.

Enquanto eu me preocupo em me livrar dos meus objetos, vejo amigos e pessoas consumindo sem parar! Sai mais uma caixa com todos os vinis do Led Zeppelin remasterizados e com um livro especial e os malucos saem correndo pra comprar! Pra quê? (Filas para se comprar um IPhone!)

Você tem 8 estantes na sua casa com livros, bonecos, enfeites, discos, CDs, DVDs e não para de comprar objetos que te obrigam a comprar mais estantes. Sei de famílias que tiveram (e têm) dores de cabeça para se livrarem das tralhas dos parentes que se vão. 

Pra quê ter tudo isso em casa? Desculpe se não entendo esse consumo desenfreado. Gostaria de saber com qual tipo de carência o consumo está ligado.

Recentemente voltei a ter a felicidade de poder se sentar em um sofá e assistir a um filme ou série na televisão. Algo tão simples, mas que não tive por 10 anos.

Tenho a consciência tranquila, durmo muito bem. Faço o que posso pra ajudar o mundo a ser um lugar melhor.

O mundo está chato, com essa polarização tardia aqui no Brasil e esse papo de direita e esquerda que só beneficia quem está no poder. Gente ignorante que abraça ideologias do mal.

Nunca consegui entender o motivo, mas esse meio o qual vivo e trabalho é recheado de gente que se diz comunista. Coisa mais chata. Esse povo de TV, música e arte em geral, de uma forma ignorante – e beeem ignorante – abraçou essa ditadura assassina! Justo um regime que odeia arte, cultura e liberdade de expressão e pensamento!

Por isso, pra mim, fica difícil me relacionar com alguém ou fazer novas amizades. Essa gente que se diz despojada de preconceito não disfarça nem um pouco ao desfilar seu... preconceito. Um show de horror

Então, prefiro fazer o meu trabalho da melhor forma possível, sair pra tomar uma cerveja ou ir a um show e só.

Tenho que tomar cuidado com quem converso porque esse povinho comunista do mal adora interpretar palavras e frases da maneira que lhes convém para assim poder te atacar. É o velho ensinamento comunista: "Acuse-os do que você faz; chame-os do que você é!".

Comunistas são agressivos e procuram qualquer motivo para poder externar essa agressividade.

Mundo chato. Então prefiro alimentar a alma e, se é preciso se isolar pra me afastar gente chata, não tem problema. Tudo que fiz nos 52 anos que passaram valeram a pena e me deram muitas histórias. Cada um segura a sua cruz de acordo com sua vida, eu tive bons momentos e também tempos difíceis. Nunca prejudiquei ninguém e não desejo o mal pra ninguém, mesmo pra quem já me fez mal. Ontem eu estava com 15, hoje estou com 52 e amanhã estarei com 83 (se chegar lá), não tenho tempo pra perder com má energia, então eu quero paz e que essa minha paz contagie outras pessoas.