LITTLE QUAIL AND MAD BIRDS
Little Quail and Mad Birds é outra de Brasília que foi para em SP. Junto com o Raimundos e Maskavo Roots, o Little Quail também assinou com a Banguela Records e fez o todo o circuito underground de SP, inclusive os festivais. Sou fã e suspeito. Gabriel, Zé Ovo e Bacalhau tem uma química absurda e o clima que envolvia os shows da banda era o mesmo do Muzzarelas. Pura diversão. Apesar de não ter registrado nada, fiz plantão no Be Bop durante as gravações de Little Quail e Raimundos.
Surgiu em 1988 e ao longo dos 1990 lançou dois álbuns e um EP. Acabou em 1996 depois que Zé Ovo se atrasou para o show no Close Up Festival, o que acarretou no cancelamento da apresentação da banda.
Hoje a banda está de volta, mas apenas para shows esporádicos.
PUS
PUS é outra banda de metal de Brasília. Foi formada em 1987, quando a Simone (Syang) ainda tocava no Detrito Federal. Chegou a SP no início dos 1990. Lançou três álbuns, mas foi se perdendo com o tempo. Começou como trash metal de primeira (e eram todos bem radicais) e acabou como eletrônico industrial cantado em português. Se perdeu....
Syang fez participação no Samba Esquema Noise, primeiro do mundo livre s/a. O PUS acabou em 1997.
VIPER
Viper é dos anos 1980. Coloquei-a aqui nessa lista, pois a banda estava bastante presente nesse período de 1990 a 1996. Começou em 1985 como metal melódico, quase como um Iron Maiden cover. Tinha André Mattos no vocal e chegou a fazer um certo sucesso no Japão com os álbuns lançados com ele. Depois que André saiu, o Viper mudou seu som para um metal mais hard e muito menos melódico, o que fez a banda perder público no Japão. Passou a focar sua carreira aqui no Brasil mesmo cantando em inglês e por fim a banda acabou se rendendo ao português, mas já era tarde.
Lembro que eles eram todos “caretas” e na época do New York/Sampa, passaram a, digamos, ser mais liberais. Por um bom tempo Felipe namorou Carla do Volkana.Todos eles moravam na Rua Dr. Veiga Filho, num prédio vizinho ao que minha vó morava até morrer poucos anos atrás. Por causa desse circuito underground, da MTV, do Capital Inicial e de outros fatores, fiquei bastante amigo de Yves, Pit e Felipe. Tutti buona gente!
NO CLASS
A cena em Campinas era agitada nessa década com várias boas bandas. Muzzarelas, Loop B, Linguachula, Lucrezia Borgia e No Class são bons exemplos. Apesar de ter conhecido todos eles, não tenho muitas informações do No Class que já fazia, naquela época, um punk rock mais pop com vocal feminino. Estavam sempre em SP e na MTV. Fica aí a sugestão para alguém da banda ou ligado a ela colocar uma biografia na internet, mesmo que pequena.
RATOS DE PORÃO
Ratos de Porão. Falar o quê? Por que está aqui? Porque, apesar de ser dos anos 1980, era presença assídua no circuito. Com o crescimento do mercado underground independente no Brasil nos anos 1990, o RDP acabou finalmente conquistando aqui o respeito que já tinha na Europa, ainda mais com a ajuda dos amigos do Sepultura.
Aqui posto um clipe feito na MTV, na época do lançamento do Feijoada Acidente?, captado pelo amigo Cacá Marcondes, e editado e finalizado por mim.
Desde 2007. Aqui há cultura pop, entrevistas, diários, matérias antigas, resenhas, comportamento, ficção e política. A maior parte das publicações é atemporal, então venha quando quiser, sente-se, pegue uma dose e fique à vontade. Siga no Instagram: sete_doses_de_cachaca
21 de janeiro de 2011
20 de janeiro de 2011
Série Anos 1990 SP: 11 – Bandas e vídeos [2 de 4]
PIN UPS
Pin Ups foi a primeira dessa geração e surgiu ainda em 1988. A banda começou com Zé Antônio (gui) e Luís Gustavo (vocal), depois entrou Marquinhos (bt) e depois do primeiro lançamento entrou Alê Briganti (bx). O primeiro álbum Time Will Burn é de 1990 e teve a força de Tomas Pappon (Fellini) para a banda chegar até a gravadora Stilleto. Não teve palco ou festival dessa época que Pin Ups não tenha tocado. Pin Ups teve diversas formações ao longo de sua carreira que durou até 2001. Lançou vários álbuns, entre eles a trilogia de atores Jodi Foster (1995), Lee Marvin (1997) e Bruce Lee (1999). Certamente Pin Ups foi a principal banda dessa geração underground independente dos anos 1990.
MICKEY JUNKIES
Mickey Junkies ficou marcado pelo vozeirão de Rodrigo Carneiro e pelo som denso, bastante influenciado pelo hard rock dos anos 1970. Foi formado em Osasco e estreou em 27 de novembro de 1991 (aniversário de Hendrix). Mickey Junkies também foi presença certa em todos os principais palcos de São Paulo. Lembro de três bons shows da banda: no Der Temple, no Retrô e no Juntatribo. Lançou Stoned em 1995 e dois anos depois, em 1997, acabou. Depois de fazer alguns shows esporádicos nos últimos anos, voltou a ativa de vez.
RIP MONSTERS
Rip Monsters começou com Zique (ex-Nau) e Gastão (ex-MTV). Zique dava aulas de guitarra para Gastão e morava ao lado da MTV. Eles chamaram o baterista Caito (hoje dono da Chilli Beans), que por sua vez chamou o baixista Johnny Monster. O repertório inicial era um grunge que misturava Soundgarden com Pearl Jam. A banda teve mil formações, lançou três álbuns e participou de uma coletânea (A Vez do Brasil, da 89FM). Essa formação inicial era matadora e os shows memoráveis. Depois, com as mudanças de formação, mudou-se a sonoridade. A banda passou a compor em português, se viu influenciada por Pink Floyd e Secos & Molhados e teve até o ator Eriberto Leão como vocalista. Lançaram até álbum e clipe ("Disincaine", quando era Hip Monsters), mas nessa época Gastão não estava mais na banda. Há também um clipe da fase em inglês, mas não disponível na internet ("Nothing To Do With Me").
Neste clipe postado, já numa fase em português, e na quarta formação, estou eu com meu trombone de pisto.
MUZZARELAS
Muzzarelas é de Campinas. Hardcore de primeira. Stênio (gui), Alex Video (vocal), Flávio (gui), Daniel E.T (bx) e Victor (bt). O primeiro ensaio da banda aconteceu em março de 1991 e o combustível dela sempre foi a cerveja. A banda tinha (e tem) essa característica de ser brincalhona, escrachada e de fazer de seus shows uma grande diversão. Tudo isso me lembrava muito da cena hardcore da Brasília dos anos 1990. A banda também tocou nos principais palcos da capital e do interior, dividiu palco com deus e o mundo, e participou de todos os festivais possíveis. Muzzarelas é internacional e conhecido em alguns países da Europa e no Japão. Entre os clássicos da banda tem Jumentor (1995), Roça Hits (1998) e Gorgonzzulah! (1999). Também recomendo (e muito) o álbum Maledetos, de 2005, onde Muzzarelas homenageia a cena underground, principalmente do interior, gravando músicas das bandas do underground caipira.
VOLKANA
Volkana é metal de Brasília, minha outra terrinha querida. Começou em 1987 com Marielle que veio do Arte no escuro, Débora e Mila do Detrito Federal e Carla do Falange do Medo. Largaram tudo na capital e foram se arriscar em SP. Débora acabou voltando para BsB e em seu lugar entrou Sérgio Facci que também tocava no Vodu. A banda era muito boa e assim como as outras bandas de metal, visava o mercado internacional. Lançou First em 1991, Volkana Live (no Dama Xoc) em 1992 e Mindtrips em 1994. Volkana acabou em 1996 quando Marielle já não estava mais na formação.
Pin Ups foi a primeira dessa geração e surgiu ainda em 1988. A banda começou com Zé Antônio (gui) e Luís Gustavo (vocal), depois entrou Marquinhos (bt) e depois do primeiro lançamento entrou Alê Briganti (bx). O primeiro álbum Time Will Burn é de 1990 e teve a força de Tomas Pappon (Fellini) para a banda chegar até a gravadora Stilleto. Não teve palco ou festival dessa época que Pin Ups não tenha tocado. Pin Ups teve diversas formações ao longo de sua carreira que durou até 2001. Lançou vários álbuns, entre eles a trilogia de atores Jodi Foster (1995), Lee Marvin (1997) e Bruce Lee (1999). Certamente Pin Ups foi a principal banda dessa geração underground independente dos anos 1990.
MICKEY JUNKIES
Mickey Junkies ficou marcado pelo vozeirão de Rodrigo Carneiro e pelo som denso, bastante influenciado pelo hard rock dos anos 1970. Foi formado em Osasco e estreou em 27 de novembro de 1991 (aniversário de Hendrix). Mickey Junkies também foi presença certa em todos os principais palcos de São Paulo. Lembro de três bons shows da banda: no Der Temple, no Retrô e no Juntatribo. Lançou Stoned em 1995 e dois anos depois, em 1997, acabou. Depois de fazer alguns shows esporádicos nos últimos anos, voltou a ativa de vez.
RIP MONSTERS
Rip Monsters começou com Zique (ex-Nau) e Gastão (ex-MTV). Zique dava aulas de guitarra para Gastão e morava ao lado da MTV. Eles chamaram o baterista Caito (hoje dono da Chilli Beans), que por sua vez chamou o baixista Johnny Monster. O repertório inicial era um grunge que misturava Soundgarden com Pearl Jam. A banda teve mil formações, lançou três álbuns e participou de uma coletânea (A Vez do Brasil, da 89FM). Essa formação inicial era matadora e os shows memoráveis. Depois, com as mudanças de formação, mudou-se a sonoridade. A banda passou a compor em português, se viu influenciada por Pink Floyd e Secos & Molhados e teve até o ator Eriberto Leão como vocalista. Lançaram até álbum e clipe ("Disincaine", quando era Hip Monsters), mas nessa época Gastão não estava mais na banda. Há também um clipe da fase em inglês, mas não disponível na internet ("Nothing To Do With Me").
Neste clipe postado, já numa fase em português, e na quarta formação, estou eu com meu trombone de pisto.
MUZZARELAS
Muzzarelas é de Campinas. Hardcore de primeira. Stênio (gui), Alex Video (vocal), Flávio (gui), Daniel E.T (bx) e Victor (bt). O primeiro ensaio da banda aconteceu em março de 1991 e o combustível dela sempre foi a cerveja. A banda tinha (e tem) essa característica de ser brincalhona, escrachada e de fazer de seus shows uma grande diversão. Tudo isso me lembrava muito da cena hardcore da Brasília dos anos 1990. A banda também tocou nos principais palcos da capital e do interior, dividiu palco com deus e o mundo, e participou de todos os festivais possíveis. Muzzarelas é internacional e conhecido em alguns países da Europa e no Japão. Entre os clássicos da banda tem Jumentor (1995), Roça Hits (1998) e Gorgonzzulah! (1999). Também recomendo (e muito) o álbum Maledetos, de 2005, onde Muzzarelas homenageia a cena underground, principalmente do interior, gravando músicas das bandas do underground caipira.
VOLKANA
Volkana é metal de Brasília, minha outra terrinha querida. Começou em 1987 com Marielle que veio do Arte no escuro, Débora e Mila do Detrito Federal e Carla do Falange do Medo. Largaram tudo na capital e foram se arriscar em SP. Débora acabou voltando para BsB e em seu lugar entrou Sérgio Facci que também tocava no Vodu. A banda era muito boa e assim como as outras bandas de metal, visava o mercado internacional. Lançou First em 1991, Volkana Live (no Dama Xoc) em 1992 e Mindtrips em 1994. Volkana acabou em 1996 quando Marielle já não estava mais na formação.
19 de janeiro de 2011
Série Anos 1990 SP: 11 – Bandas e vídeos [1 de 4]
Nos próximos quatro dias publicarei, em quatro partes, a postagem Bandas e Videos. Bem provável que esta seja a penúltima postagem desta série que comecei a escrever em julho/2010.
Mas não quero deixar nada fechado. É como aquela banda que termina sem anunciar o fim. Se lembrar de algo relevante que tenha passado despercebido, voltarei com um novo post. Mas creio que isso não deverá acontecer, pois muito do que aconteceu nos 1990 também está presente em textos como os que escrevo sobre minhas memórias da MTV e outros que ainda virão (tem a série Ingressos e Crachás).
Bem, dividi 19 vídeos em quatro postagens. Trata-se de vídeos dos principais nomes da cena underground paulista dessa década de 1990. Infelizmente não achei vídeos de todas as bandas que eu gostaria de mostrar. Algumas delas eu até tenho filmagens que fiz (como Pit Bulls on Crack e Loop B), mas está em material bruto recém digitalizado. Um dia irei dar um trato nessas imagens e postá-las aqui.
Com os vídeos segue uma pequena biografia de cada banda, com textos bem quadrados mesmo, basicamente informativos. Mas a intenção não é dar dados completos, mas uma passada rápida na história. Nem todas têm informações na internet, a maioria sim. Em blogs especializados dá para encontrar download de muitos dos álbuns citados nos textos, é só jogar no Google. Também vale ver mais vídeos no You Tube.
CONCRETENESS
Concreteness era a banda doida de Santa Bárbara D’Oeste, terra boa, vizinha a minha Piracicaba. Surgiu em 1992. Muito antes de Kings of Leon, Hanson ou Jonas Brothers, Concreteness já tinha os três irmãos Maluf em sua formação: César, Marco e Marcelo. Junto deles o baixista Véio. Industrial, punk rock, hardcore. A banda gravou um álbum, mas ficou muito abaixo do que se fazia no palco. Os irmãos Maluf também eram donos do Bar Hitchcock, que ficava na garagem da casa deles e fazia parte do circuito do interior. Concreteness era bom demais e parece que está na ativa novamente.
YO HO DELIC
Yo Ho Delic era funk rock cheio de riffs de guitarra. Era Jimi Hendrix e Hillel Slovak com Parliament/Funkadelic e Sly & Family Stone. Kuaker (gui), Dino (bt), Marinho (bx) e Patossauro (vocal, flauta e sax). Surgiu em outubro de 1990. Em 1992 lançaram um álbum pela Tinitus e em 1994 a banda terminou. Creio que foi em 1993 que Kuaker saiu e Munari (ex-Lagoa 66) entrou em seu lugar. Só vi show bom. Banda de respeito que sempre estava nas listas da revista Bizz e, que me lembre, "Brazil, Banana, Samba" chegou ao Top 20 da MTV Brasil. Tenho um show que gravei no Phoenix, que acho que foi o último com o Kuaker. Vi que desde 2009 a bnada tem feito shows esporádicos, mas com outro vocalista.
OKOTÔ
Okotô apareceu ainda nos anos 1980, quando André saiu da Patife Band. Ele e Cherry formaram a banda que em 1989 lançou um álbum dessa fase de duo onde a sonoridade era outra, baseada no instrumento Koto, oriental com eletrônica, mas experimental, longe do rock que a banda passou a fazer já no início dos anos 1990.
André Fonseca (gui), Cherry (vocal e gui), Andrei (bx) e Miguel (bt) foi a formação clássica que gravou o maravilhoso álbum Monstro lançado em 1993, e sem dúvida um dos grandes clássicos dessa cena underground paulistana dos 1990.
Quer uma curiosidade da banda? Danny e Zaviê, ex-integrantes do Metrô, chegaram a tocar no Okotô nessa primeira fase experimental.
LOOP B
Loop B era outro doido. No bom sentido, claro. Mistura performance, efeitos sonoros, música eletrônica e instrumentos inusitados. Ele toca desde os anos 1970, mas foi nos 1990 que gravou seu primeiro álbum e passou a freqüentar todo o circuito de casas na capital e no interior.
Gente boníssima. Vi diversos shows, incluindo no Juntatribo e outro histórico no Der Temple, quando abriu para o Rip Monsters e ninguém o conhecia. Furadeira, carro velho, marreta e máquina de lavar louças são alguns de seus instrumentos. Nos anos 1990 lançou álbuns em 1992, 95 e 97.
KILLING CHAINSAW
Killing Chainsaw... vou falar o quê da banda que inclusive dediquei um post inteiro?!? Foi formada em Piracicaba, minha terra natal, em 1989. Foi uma das primeiras dessa geração underground dos 1990. Rodrigo César (gui e vocal), Rodrigo Gozo (gui), Gerson (bx) e Pedro (bt). Lançou dois álbuns, o primeiro em 1992 e o segundo chamado Slim Fast Formula em 1994 (outro clássico dessa geração). A banda acabou em 1997. Fazia os melhores shows e compunha as melhores músicas. Você acha que sou fã de carteirinha?
Mas não quero deixar nada fechado. É como aquela banda que termina sem anunciar o fim. Se lembrar de algo relevante que tenha passado despercebido, voltarei com um novo post. Mas creio que isso não deverá acontecer, pois muito do que aconteceu nos 1990 também está presente em textos como os que escrevo sobre minhas memórias da MTV e outros que ainda virão (tem a série Ingressos e Crachás).
Bem, dividi 19 vídeos em quatro postagens. Trata-se de vídeos dos principais nomes da cena underground paulista dessa década de 1990. Infelizmente não achei vídeos de todas as bandas que eu gostaria de mostrar. Algumas delas eu até tenho filmagens que fiz (como Pit Bulls on Crack e Loop B), mas está em material bruto recém digitalizado. Um dia irei dar um trato nessas imagens e postá-las aqui.
Com os vídeos segue uma pequena biografia de cada banda, com textos bem quadrados mesmo, basicamente informativos. Mas a intenção não é dar dados completos, mas uma passada rápida na história. Nem todas têm informações na internet, a maioria sim. Em blogs especializados dá para encontrar download de muitos dos álbuns citados nos textos, é só jogar no Google. Também vale ver mais vídeos no You Tube.
CONCRETENESS
Concreteness era a banda doida de Santa Bárbara D’Oeste, terra boa, vizinha a minha Piracicaba. Surgiu em 1992. Muito antes de Kings of Leon, Hanson ou Jonas Brothers, Concreteness já tinha os três irmãos Maluf em sua formação: César, Marco e Marcelo. Junto deles o baixista Véio. Industrial, punk rock, hardcore. A banda gravou um álbum, mas ficou muito abaixo do que se fazia no palco. Os irmãos Maluf também eram donos do Bar Hitchcock, que ficava na garagem da casa deles e fazia parte do circuito do interior. Concreteness era bom demais e parece que está na ativa novamente.
YO HO DELIC
Yo Ho Delic era funk rock cheio de riffs de guitarra. Era Jimi Hendrix e Hillel Slovak com Parliament/Funkadelic e Sly & Family Stone. Kuaker (gui), Dino (bt), Marinho (bx) e Patossauro (vocal, flauta e sax). Surgiu em outubro de 1990. Em 1992 lançaram um álbum pela Tinitus e em 1994 a banda terminou. Creio que foi em 1993 que Kuaker saiu e Munari (ex-Lagoa 66) entrou em seu lugar. Só vi show bom. Banda de respeito que sempre estava nas listas da revista Bizz e, que me lembre, "Brazil, Banana, Samba" chegou ao Top 20 da MTV Brasil. Tenho um show que gravei no Phoenix, que acho que foi o último com o Kuaker. Vi que desde 2009 a bnada tem feito shows esporádicos, mas com outro vocalista.
OKOTÔ
Okotô apareceu ainda nos anos 1980, quando André saiu da Patife Band. Ele e Cherry formaram a banda que em 1989 lançou um álbum dessa fase de duo onde a sonoridade era outra, baseada no instrumento Koto, oriental com eletrônica, mas experimental, longe do rock que a banda passou a fazer já no início dos anos 1990.
André Fonseca (gui), Cherry (vocal e gui), Andrei (bx) e Miguel (bt) foi a formação clássica que gravou o maravilhoso álbum Monstro lançado em 1993, e sem dúvida um dos grandes clássicos dessa cena underground paulistana dos 1990.
Quer uma curiosidade da banda? Danny e Zaviê, ex-integrantes do Metrô, chegaram a tocar no Okotô nessa primeira fase experimental.
LOOP B
Loop B era outro doido. No bom sentido, claro. Mistura performance, efeitos sonoros, música eletrônica e instrumentos inusitados. Ele toca desde os anos 1970, mas foi nos 1990 que gravou seu primeiro álbum e passou a freqüentar todo o circuito de casas na capital e no interior.
Gente boníssima. Vi diversos shows, incluindo no Juntatribo e outro histórico no Der Temple, quando abriu para o Rip Monsters e ninguém o conhecia. Furadeira, carro velho, marreta e máquina de lavar louças são alguns de seus instrumentos. Nos anos 1990 lançou álbuns em 1992, 95 e 97.
KILLING CHAINSAW
Killing Chainsaw... vou falar o quê da banda que inclusive dediquei um post inteiro?!? Foi formada em Piracicaba, minha terra natal, em 1989. Foi uma das primeiras dessa geração underground dos 1990. Rodrigo César (gui e vocal), Rodrigo Gozo (gui), Gerson (bx) e Pedro (bt). Lançou dois álbuns, o primeiro em 1992 e o segundo chamado Slim Fast Formula em 1994 (outro clássico dessa geração). A banda acabou em 1997. Fazia os melhores shows e compunha as melhores músicas. Você acha que sou fã de carteirinha?
Assinar:
Postagens (Atom)