Este texto de André Mueller está revisto e atualizado na orelha da nova edição do livro O Diário da Turma 1976-1986: A História do Rock de Brasília que você pode, confortavelmente, comprar clicando aqui. Você também pode fazer o pedido do livro para a livraria de sua preferência.
Não me lembro bem quando foi, se 2003, 2004 ou 2005. Me encomendaram uma matéria sobre o Aborto Elétrico, acho eu que a Revista da MTV, e pedi para André Mueller, baixista e fundador da Plebe Rude e um dos primeiros nomes da Turma da Colinahttp://setedoses.blogspot.com.br/2013/11/o-diario-da-turma-1976-1986-2-edicao.html de Brasília, para escrever algo sobre a primeira banda punk da capital brasileira. Claro que o veículo que encomendou a matéria editou o texto de Mueller, o deixando capenga. Aqui vai o relato completo, que também foi postado no blog de André X da Questão:
"Durante meu exílio fora de Brasília, um ano na Inglaterra, acompanhando o doutorado de minha mãe, e seis meses em Curitiba, estudando para o vestibular, meus únicos contatos no Planalto Central eram meus melhores amigos Felipe Lêmos e André Pretórious. Naquela época, nos comunicávamos por meio do correio, por cartas, escritas à mão (Internet? Computadores? DDI/DDD barato?
Que é isso?). Recebi duas na mesma semana me contando do grupo que haviam formado, o Aborto Elétrico, e o incrível letrista/baixista que completava a formação, Rentao Manfredini (depois, Russo). Fiquei sabendo os detalhes do famoso show no Gilberto Salomão, que marcou o início do punk-Brasília. As cartas fluíam no ritmo de conversas adolescente – várias por semana. Que bom ter amigos que sabiam escrever e descrever esses primeiros meses do que viria a ser minha vida: o rock-bsb.
Enquanto em Curitiba, encontro com Dinho Ouro Preto e seu irmão, Iko. Pergunto sobre o Aborto Elétrico e, pela resposta, já sinto que há mais por trás do que outra bandinha de garagem da capital. O entusiasmo de ambos me contagia, volto à Brasília no dia 7 de setembro de 1980 e vejo um ensaio. Fiquei bobo. A comparação com um Pistols brasileiro, um Clash candango, um Public Image do cerrado, um Joy Division do Plano Piloto foi imediata. E olha que essas bandas ainda existiam! E o Aborto estava lá, pau a pau, na energia e no som. E era coisa nossa!
Todos podem negar, mas o desejo secreto do Blitx 64, da Plebe Rude e das outras bandas que começaram a se aglomerar em torno do que viria a ser a “tchurma” era ser igual ao Aborto Elétrico. Quando cheguei, André Pretórious já havia retornado à África do Sul, o Renato assumido o posto de guitarrista/vocalista e o Flávio, irmão do Fê, ocupado o posto de baixista. Isso acabou gerando atritos dentro do grupo. A reclamação de Renato era que suas idéias eram barradas pelos irmãos. Me confessou uma vez que tinham rejeitado a música “Química”, mais tarde gravada pelos Paralamas. Os ensaios e shows ficaram tensos, egos colidiam e os amigos sabiam que a satisfação dos músicos com a banda não era plena. Teve até uma baquetada do Fê na cara do Renato durante um show, que, se me lembro bem, foi o estopim para o fim.
Não que isso importasse, pois as músicas eram ótimas, a energia incomparável às outras apresentações em Brasília. Hoje, todos conhecemos o legado, repartido entre a Legião e o Capital. Mas nenhuma dessas bandas, por melhor que ficou o resultado em vinil, conseguiram reproduzir o que veio a ser a trilha sonora do final minha adolescência / início da vida adulta. E nenhuma gravou “Helicópteros no Céu!” Como!?! Era a minha música favorita, era tocada como os B-52’s interpretando pelo Bauhaus, se é que dá para imaginar.
Décadas depois, o Capital Inicial vai aplicar o efeito Fênix no Aborto Elétrico. Bom momento, a distância histórica é correta e, afinal de contas, 2/3 da banda está lá! Isso coincide com o lançamento do primeiro disco de estúdio da Plebe Rude em mais de 12 anos. Ou seja, entre as duas bandas, estamos resgatando aquele momento mágico de nossas vidas e que espero que possamos compartilhar em igual intensidade com a nova geração (e a velha também!)".
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11 de janeiro de 2008
10 de janeiro de 2008
Barão Vermelho – Por que a Gente é Assim
Durante a folga do final de ano, fiquei sabendo que a biografia do Barão já estava à venda. A primeira coisa que fiz ao voltar foi comprá-la. Comprei-a na 3ª feira dia 08/01 pela manhã e na 5ª feira dia 10/01 pela manhã acabei o livro. Ou seja, devorei-o! Livro bom é assim: você não consegue parar de ler. A mesma coisa aconteceu com a bio do Tim Maia que li em 4 dias. Texto bom é uma maravilha!
O que mais chamou minha atenção foi o fato de a bio do Barão ter sido escrita por Ezequiel Neves e Guto Goffi. Sem desmerecer Rodrigo Pinto, que não conheço, mas conhecendo bem Goffi e Neves, sabia que tinha coisa muito boa ali dentro.
Bem ilustrado, com pouco mais de 300 páginas, o livro não perde tempo fazendo biografia de cada integrante da banda. É direto e reto, cru, como o som do Barão. Sem firulas e medos, os autores falam abertamente sobre tudo o que ocorreu com a banda, até mesmo os problemas com drogas, brigas internas, as saídas de integrantes, a falta de grana e perspectiva após a saída de Cazuza, enfim, relata de fato o que realmente foi e é o Barão Vermelho.
A diagramação é outro destaque a parte. Há espécies de ‘parênteses’ entre o texto do livro, onde se explicam detalhes da banda, de seus integrantes, das gravações, de Ezequiel, dos clipes gravados, de shows, turnês, festivais e fatos mais marcantes.
É difícil destacar uma só passagem: tem a saída de Cazuza, o reveillon que a banda passou junta para fortificar o momento delicado pelo qual passava, a saída de Dé e Maurício, a entrada de Rodrigo e seu envolvimento com drogas e álcool, a força que era Ezequiel para a banda, o Rock in Rio 1, a saída do Rock in Rio 2, enfim, realmente é difícil um só destaque, pois tudo é bem relatado, com riqueza de detalhes.
Para arrebentar ainda mais, o livro vem acompanhado de um CD com 7 músicas que são as duas primeiras demos que o Barão gravou.
Diversão garantida e documento importantíssimo mesmo pra quem não gosta da banda!
O que mais chamou minha atenção foi o fato de a bio do Barão ter sido escrita por Ezequiel Neves e Guto Goffi. Sem desmerecer Rodrigo Pinto, que não conheço, mas conhecendo bem Goffi e Neves, sabia que tinha coisa muito boa ali dentro.
Bem ilustrado, com pouco mais de 300 páginas, o livro não perde tempo fazendo biografia de cada integrante da banda. É direto e reto, cru, como o som do Barão. Sem firulas e medos, os autores falam abertamente sobre tudo o que ocorreu com a banda, até mesmo os problemas com drogas, brigas internas, as saídas de integrantes, a falta de grana e perspectiva após a saída de Cazuza, enfim, relata de fato o que realmente foi e é o Barão Vermelho.
A diagramação é outro destaque a parte. Há espécies de ‘parênteses’ entre o texto do livro, onde se explicam detalhes da banda, de seus integrantes, das gravações, de Ezequiel, dos clipes gravados, de shows, turnês, festivais e fatos mais marcantes.
É difícil destacar uma só passagem: tem a saída de Cazuza, o reveillon que a banda passou junta para fortificar o momento delicado pelo qual passava, a saída de Dé e Maurício, a entrada de Rodrigo e seu envolvimento com drogas e álcool, a força que era Ezequiel para a banda, o Rock in Rio 1, a saída do Rock in Rio 2, enfim, realmente é difícil um só destaque, pois tudo é bem relatado, com riqueza de detalhes.
Para arrebentar ainda mais, o livro vem acompanhado de um CD com 7 músicas que são as duas primeiras demos que o Barão gravou.
Diversão garantida e documento importantíssimo mesmo pra quem não gosta da banda!
14 de dezembro de 2007
A Verdadeira Face do RPM
Acabei de ler a biografia do RPM que saiu no dia 05/12/2007. Foi escrita por Marcelo Leite de Moraes, autor do ótimo livro sobre Madame Satã, a melhor casa noturna paulistana dos 80.
A biografia do RPM é uma coisa que eu sempre pensei em escrever, mas sempre relutava em ir atrás por nunca ter gostado da banda, pelo contrário, sempre achei RPM muuuuito chato, cafona e altamente brega.
Sou amigo de P.A., temos milhares de amigos em comum e o conheci quando ele montou a banda MAPA, que tocava um heavy de prima! Dessa amizade, uma vez fui a casa dele para conversarmos sobre um projeto de biografia dele mesmo, mas saí de lá tentando convencê-lo a respeito de uma biografia do RPM. Logo depois dessa conversa, muitas coisas mudaram na minha vida e na dele, pois o RPM estava armando sua volta. Por conta disso, nunca mais falamos sobre o projeto.
O que me levava a querer escrever uma bio do RPM era o fato dela ter sido a única banda que levou ao extremo o “sexo, drogas e rock’n’roll” e, por isso, ter tido uma carreira meteórica. Queria colocar no livro todas as histórias que ouvia da banda nos anos 80, os erros, as podreiras, enfim, a verdadeira ascensão e queda da banda.
Mas, por outro lado, jamais teria a coragem de escrever algo como “Paulo Ricardo é um dos maiores compositores e letristas do rock brasileiro” ou “o RPM foi a maior banda do rock brasileiro dos anos 80”. A meu ver, eu estaria mentindo, e mentindo feio.
O RPM pode ter sido o maior nome do pop brasileiro entre 1985 e 1986, mas não a melhor banda da década. Longe disso, muito longe. Assim como Paulo Ricardo e Luiz Schiavon nunca foram grandes compositores.
Há muitos erros quando se escreve sobre RPM. A começar pelo fato de ela nunca ter sido uma banda de rock. Tentou fazer rock em Os Quatro Coiotes, mas foi um fracasso. Até porque uma banda que usa calça de pregas, blazer com enchimentos nos ombros e mullet, jamais poderá ser uma banda de rock.
As letras de PR são rasas. Mas ok, se pensarmos que é uma proposta pop onde a melodia tem a mesma ou maior importância que a letra.
O RPM caiu nas graças do popular. O RPM foi literalmente o pôster no quartinho da empregada, aquela mesma que gostava de Gilliard, José Augusto, Sidney Magal, Biafra e Roberto Carlos.
O popular do RPM era isso aí. Não era o jovem brasileiro roqueiro. O jovem brasileiro roqueiro gostava de Legião Urbana, Titãs, Ira!, Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso.
Há méritos para o RPM? Sim, há. Foi por causa dele, e também muito por Ney Matogrosso, que as bandas deixaram de tocar em danceterias com aparelhagem podre, sem cenário, sem uma iluminação apropriada, para tocarem em teatros, ginásios e até estádios. Os shows melhoraram de fato. Mesmo sendo um grande feito, para por aí a contribuição do RPM.
Dizer que a banda contribuiu para uma nova geração de bandas, isso é absurdo, fantasioso!
Verdade seja dita também: muitos jornalistas, amigos ou não da banda, rasgavam a seda para o RPM quando a banda era underground, e depois que estourou, passaram a falar mal. Se há motivo para tal, coisa de bastidores, eu não sei. Mas houve sim uma mudança de postura, talvez por parte da banda também...
O RPM foi uma coisa de momento, como foi o Menudo e o New Kids On The Block. Paulo Ricardo e Luiz Schiavon nunca mais conseguiram compor coisas como “Louras Geladas”, “Olhar 43” e “A Cruz e a Espada”. Tanto é que, contando com a volta, foram gravados 4 discos, sendo que 3 deles tem praticamente o mesmo repertório.
Não tenho nada contra a banda – nem tenho motivos para tal – mas só quero ser realista, ter os pés no chão em relação ao RPM. É como o Poladian falou sobre o disco Quatro Coiotes: “O disco não foi bem porque é um disco ruim”.
O que me irrita é essa pose que fazem de super banda, isso não dá. RPM teve sua grandeza e foi efêmera.
Do primeiro disco com 11 músicas gravadas, ao menos 6 fizeram grande sucesso. Do segundo, ao vivo, 4 inéditas, sendo uma instrumental, duas são versões, e apenas uma autoral, e bem fraca.
Pra mim, é desculpa fraca dizer que o show tinha sido pirateado e que tiveram que lançar. Conversa fiada de quem não tinha material inédito bom, o que o tempo comprovou. Analise o que o RPM lançou entre 1985 e 1988, e compare com as outras bandas amigas da época, como Legião, Titãs, Ira!, Paralamas, Engenheiros. Para o RPM 1984 durou até 1987. PR, Schiavon, PA, Deluqui dormiram no ponto, não foram capazes de compor mais nada, enquanto as outras lançaram discos que tocaram inteiros nas rádios.
O RPM não deu certo pelo simples fato de ter sido uma banda de momento, de surgir e estar no lugar certo, na hora certa. Com Paulo Ricardo bonitão e tratado como galã pela gravadora e mídia.
Quanto à biografia de Marcelo, todos os méritos para ela, pois o Brasil ainda engatinha em relação a esse tipo de publicação. Há fatos importantes ali documentados. É maravilhoso saber que temos mais uma boa bio para ler e comprar. Mas eu teria me aprofundado mais no ‘sexo, drogas e rock’n’roll’, até porque tem muita, mas muuuuita história legal que ficou de fora do livro. Mais uma vez o RPM deixou o bonde passar.
A biografia do RPM é uma coisa que eu sempre pensei em escrever, mas sempre relutava em ir atrás por nunca ter gostado da banda, pelo contrário, sempre achei RPM muuuuito chato, cafona e altamente brega.
Sou amigo de P.A., temos milhares de amigos em comum e o conheci quando ele montou a banda MAPA, que tocava um heavy de prima! Dessa amizade, uma vez fui a casa dele para conversarmos sobre um projeto de biografia dele mesmo, mas saí de lá tentando convencê-lo a respeito de uma biografia do RPM. Logo depois dessa conversa, muitas coisas mudaram na minha vida e na dele, pois o RPM estava armando sua volta. Por conta disso, nunca mais falamos sobre o projeto.
O que me levava a querer escrever uma bio do RPM era o fato dela ter sido a única banda que levou ao extremo o “sexo, drogas e rock’n’roll” e, por isso, ter tido uma carreira meteórica. Queria colocar no livro todas as histórias que ouvia da banda nos anos 80, os erros, as podreiras, enfim, a verdadeira ascensão e queda da banda.
Mas, por outro lado, jamais teria a coragem de escrever algo como “Paulo Ricardo é um dos maiores compositores e letristas do rock brasileiro” ou “o RPM foi a maior banda do rock brasileiro dos anos 80”. A meu ver, eu estaria mentindo, e mentindo feio.
O RPM pode ter sido o maior nome do pop brasileiro entre 1985 e 1986, mas não a melhor banda da década. Longe disso, muito longe. Assim como Paulo Ricardo e Luiz Schiavon nunca foram grandes compositores.Há muitos erros quando se escreve sobre RPM. A começar pelo fato de ela nunca ter sido uma banda de rock. Tentou fazer rock em Os Quatro Coiotes, mas foi um fracasso. Até porque uma banda que usa calça de pregas, blazer com enchimentos nos ombros e mullet, jamais poderá ser uma banda de rock.
As letras de PR são rasas. Mas ok, se pensarmos que é uma proposta pop onde a melodia tem a mesma ou maior importância que a letra.
O RPM caiu nas graças do popular. O RPM foi literalmente o pôster no quartinho da empregada, aquela mesma que gostava de Gilliard, José Augusto, Sidney Magal, Biafra e Roberto Carlos.
O popular do RPM era isso aí. Não era o jovem brasileiro roqueiro. O jovem brasileiro roqueiro gostava de Legião Urbana, Titãs, Ira!, Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso.
Há méritos para o RPM? Sim, há. Foi por causa dele, e também muito por Ney Matogrosso, que as bandas deixaram de tocar em danceterias com aparelhagem podre, sem cenário, sem uma iluminação apropriada, para tocarem em teatros, ginásios e até estádios. Os shows melhoraram de fato. Mesmo sendo um grande feito, para por aí a contribuição do RPM.
Dizer que a banda contribuiu para uma nova geração de bandas, isso é absurdo, fantasioso!
Verdade seja dita também: muitos jornalistas, amigos ou não da banda, rasgavam a seda para o RPM quando a banda era underground, e depois que estourou, passaram a falar mal. Se há motivo para tal, coisa de bastidores, eu não sei. Mas houve sim uma mudança de postura, talvez por parte da banda também...
O RPM foi uma coisa de momento, como foi o Menudo e o New Kids On The Block. Paulo Ricardo e Luiz Schiavon nunca mais conseguiram compor coisas como “Louras Geladas”, “Olhar 43” e “A Cruz e a Espada”. Tanto é que, contando com a volta, foram gravados 4 discos, sendo que 3 deles tem praticamente o mesmo repertório.
Não tenho nada contra a banda – nem tenho motivos para tal – mas só quero ser realista, ter os pés no chão em relação ao RPM. É como o Poladian falou sobre o disco Quatro Coiotes: “O disco não foi bem porque é um disco ruim”. O que me irrita é essa pose que fazem de super banda, isso não dá. RPM teve sua grandeza e foi efêmera.
Do primeiro disco com 11 músicas gravadas, ao menos 6 fizeram grande sucesso. Do segundo, ao vivo, 4 inéditas, sendo uma instrumental, duas são versões, e apenas uma autoral, e bem fraca.
Pra mim, é desculpa fraca dizer que o show tinha sido pirateado e que tiveram que lançar. Conversa fiada de quem não tinha material inédito bom, o que o tempo comprovou. Analise o que o RPM lançou entre 1985 e 1988, e compare com as outras bandas amigas da época, como Legião, Titãs, Ira!, Paralamas, Engenheiros. Para o RPM 1984 durou até 1987. PR, Schiavon, PA, Deluqui dormiram no ponto, não foram capazes de compor mais nada, enquanto as outras lançaram discos que tocaram inteiros nas rádios.
O RPM não deu certo pelo simples fato de ter sido uma banda de momento, de surgir e estar no lugar certo, na hora certa. Com Paulo Ricardo bonitão e tratado como galã pela gravadora e mídia.
Quanto à biografia de Marcelo, todos os méritos para ela, pois o Brasil ainda engatinha em relação a esse tipo de publicação. Há fatos importantes ali documentados. É maravilhoso saber que temos mais uma boa bio para ler e comprar. Mas eu teria me aprofundado mais no ‘sexo, drogas e rock’n’roll’, até porque tem muita, mas muuuuita história legal que ficou de fora do livro. Mais uma vez o RPM deixou o bonde passar.
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