8 de abril de 2011

Bandas do Céu 2 - Uma História Sem Fim

Lee Brilleaux
Lee Brilleaux (Dr. Feelgood) – voz e gaita
John Bonham (Led Zeppelin) – bateria
John Entwistle (The Who) – baixo
Marc Bolan (T. Rex) – guitarra

Hoje as coisas no céu estão um pouco mais organizadas. Depois daquele início com Buddy Guy e Ritchie Valens, ouve um período bastante conturbado apesar do início organizado. Mas era de se esperar já que existem, digamos, espíritos que gostam do que acontece na terra e continuam com hábitos antigos. Mas tudo tem um propósito e quem somos nós para questionar?

No caso dos rockers, o prestígio é o mesmo que se tinha na terra, mas aos olhos de espíritos não muito adiantados, pois os mais elevados viam tudo aquilo como brincadeira de criança. Alguns se incomodam e querem acabar com tudo isso, mas há quem veja que há propósito em tudo. Enfim...

A banda acima causa furor inclusive entre outros grandes nomes. Esse timaço inglês resolveu se juntar para fazer um pub rock de respeito, mas a diferença é que ao blues e rock’n’roll juntou-se o hard rock dos 1970, e até o grunge dos 1990. Sim, grunge, já que Brilleaux morreu dois dias após Kurt Cobain. Os dois se encontraram em um hospital (tipo Nosso Lar) e lá ficaram amigos. Fã de carteirinha, Cobain ficava babando em Brilleaux, enchendo-o para fazer um som.

Tempos depois cada um seguiu para colônias diferentes, mas Cobain sempre que pode faz participação nos shows. Um rock seco, direto, ótimos riffs de guitarra, belas linhas de baixo e com Bonham mais contido, mas não menos poderoso.

Os primeiros shows chegaram a causar preocupação, já que quem assistia acabava entrando em estado de êxtase. Uma doidêra! A coisa toda foi tomando um rumo que só Deus para dar uma freada. ELE chamou a banda inteira para uma conversa e resolvido ficou que quem quisessem assistir ao show teria que tomar um passe para se acalmar.

Parece que já está prometido que os quatro irão reencarnar juntos para formar a mesma banda aqui na terra, mas isso só vai acontecer entre 2115 e 2120. E se eles se comportarem...
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Bob Tyner (MC5) – vocal
Dimebag Darrell (Pantera) – guitarra
Cliff Burton (Metallica) – baixo
Eric Carr (Kiss) – bateria

Cliff Burton
Dimebag morreu estupidamente em 8 de dezembro de 2004. Antes disso os outros três integrantes já tocavam juntos desde o final de 2003. Experimentaram alguns guitarristas, mas que não davam certo. Até que um dia, inusitadamente, Gene Vincent apareceu se dizendo interessado em tocar com eles. Todos ficaram honrados, mas reticentes, afinal imaginar Gene Vincent tocando metal era impossível.

Conversaram bastante, Gene insistiu muito e seu argumento era de que queria aprender a tocar diferente, que gostava de algumas coisas de metal, incluindo Pantera e Metallica, era fã de Motorhead, blá blá blá...

Pela insistência os três toparam. Isso foi no final de agosto. Em meados de setembro Burton ficou sabendo do que aconteceria com Dimebag e contou para Eric e Bob. Gene Vincent até não tocava mal, mas era limitado para o que queriam fazer: algo entre Discipline (King Crimson), Master of Puppets (Metallica) e Nothingface (Voivod).

Naquele momento o que faziam era tocar versões poderosas de clássicos do metal e hard rock dos 1970 e 1980. Gostavam disso, mas sentiam que já estavam prontos para fazer algo autoral. A idéia foi tocar com Gene até eles conseguirem Dimebag, o que aconteceu logo no início de 2005. Foi difícil falar com Gene Vincent, ele saiu, mas continuou no pé enchendo o saco até que resolveram fazer uma apresentação por mês tocando os clássicos e com Gene na guitarra. Assim puderam seguir em paz com, Dimebag na guitarra. É a banda de metal mais respeitada do céu.

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Johnny Thunders

Syd Barret (Pink Floyd) – vocal e efeitos
Kurt Cobain (Nirvana) – guitarra e backing
Johnny Thunders (New York Dolls) – guitarra solo
Sid Vicious (Sex Pistols) – baixo
Serge Gainsbourg – teclado e backing
James Honeyman-Scott (The Pretenders) – bateria

Se você acha impossível uma banda de doidões no céu, então você está enganado. Essa é apenas uma delas... e uma das melhores. Seus shows são os mais cheios. Mas por incrível que pareça, apesar do som viajandão, ninguém da banda consome drogas (???). É difícil descrever o som, mas a base é blues, um blues mais pesado, hard. Para se ter uma idéia, ora Sid Vicious toca com baixo distorcido (a La Stranglers), ora com baixo de pau. Nos shows há três sets: o elétrico pesado, o elétrico de raiz e o acústico. Não tem um que não fique de queixo caído, ainda mais vendo o quanto Sid Vicious toca. Serge Gainsbourg, claro, é um show a parte. Outra coisa que ajuda a diferenciar o som da banda são os efeitos que Syd Barret faz com um teclado maluco que montou.

Um momento bastante cultuado dos shows é quando Serge fica sozinho no palco. A coisa toda começa mais lenta, intimista, com canções francesas obscuras. Depois passa para músicas autorais pouco conhecidas, aí sim toca alguns de seus clássicos. Sid entra eles fazem duas com baixo de pau e piano, depois vem Barret, mas só fazendo seus ruídos estranhos que encaixam perfeitamente nas músicas e no clima; Cobain reaparece, depois Johnny Thunders com uma espécie de Ebow, sustentando suas notas por longo tempo; por fim, entra James devolvendo ao show a dinâmica inicial.

É incrível. Parecem dois shows: a parte inicial com oito músicas com a banda inteira já no palco e depois todas as músicas tocadas a partir do momento solo de Gainsbourg. Sem consumir nada é um show que você sai quase que hipnotizado.

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